Fundo da Reag que recebeu mais de R$400 milhões em operação do Master multiplicou patrimônio em 30 mil vezes em 20 dias
MP está investigando possíveis irregularidades envolvendo transações entre o Master e a Reag

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O Fundo Brain Cash, administrado pela gestora de recursos Reag, recebeu R$450 milhões a partir de um empréstimo do Banco Master e, com apenas 20 dias de existência, multiplicou em cerca de 30 mil vezes o seu patrimônio. Essa foi a única registrada no balanço do fundo, que tinha apenas um investidor: um empresa dirigida por uma ex-funcionária da Reag.
A operação chamou a atenção do Banco Central (BC) e passou a ser apurada pelo Ministério Público Federal (MPF) pela suspeita de reavaliação indevida de ativos, o que gerou uma rentabilidade extraordinária. O MP está investigando possíveis irregularidades envolvendo transações entre o Master e a Reag.
Segundo o jornal O Globo, as investigações identificaram uma série de transações relâmpagos feitas por uma rede de fundos. Uma dessas operações envolve o Brain Cash. Outra operação considerada suspeita teve rentabilidade de 10.502.2025,65% em 2024. O fluxo financeiro sob investigação tinha origem e destino no banco comandado por Daniel Vorcaro, líquido no fim do ano passado por suspeita de fraude.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galímpolo, e diretores da autoridade monetária se reúnem com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), nesta segunda-feira (12), após o recuo na inspeção sobre o caso da liquidação do Banco Master.
Além de Galípolo, vão participar os diretores da autoridade monetária Ailton de Aquino (Fiscalização), Gilneu Vivan (Regulação), Izabela Correa (Cidadania e Supervisão de Conduta) e Rogério Lucca (Secretário-Executivo)
A gestora de recursos nega qualquer irregularidade e tem enfatizado que a associação “não consta de nenhum documento oficial, de nenhuma denúncia, relatório de análise ou manifestação das autoridades competentes”.


