"Gente traidora e imbecil", diz Gleisi após Eduardo sugerir uso de sistema americano
Ex-ministra criticou o Zelle, plataforma sugerida por Eduardo

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom, Marcelo Camargo / Agência Brasil
A deputada federal e ex-ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), respondeu a declaração do deputado federal cassado, Eduardo Bolsonaro (PL), sobre a negociação do Pix.
Após os Estados Unidos avaliarem negativamente o Pix como uma prática que "desfavorece empresas americanas", Eduardo sugeriu que o governo brasileiro negociasse com o país, e sugeriu o uso do Zelle, plataforma similar ao sistema brasileiro.
Gleisi afirmou que "disposição dos Bolsonaros de servir aos interesses americanos" é "nojenta".
"A mentira, a falta de caráter e a sabujice são métodos dessa gente traidora e imbecil, como bem classificou o presidente Lula", disse.
A deputada resaltou que o Pix é um sistema público, criado pelo Banco Central, e que quando foi implementado, Bolsonaro "nem sabia do que se tratava".
"O pix é uma infraestrutura pública brasileira, criada e regulada pelo Banco Central do Brasil. Nunca foi de Bolsonaro, que nem sabia do que se tratava quando foi perguntado sobre o assunto. E o Zelle é um sistema privado, operado por bancos americanos, que cobra taxas. É nojento ver a disposição dos Bolsonaros de servir os interesses americanos", disse.
Ela também comparou falas do irmão de Eduardo, Flávio Bolsonaro (PL), senador e pré-candidato ao Senado.
"Enquanto o Flávio Bolsonaro tenta dizer que o pix é obra do seu pai, o Eduardo Bolsonaro quer trocar o nosso pix pelo sistema americano chamado Zelle, como ponto de negociação pra retirar a taxação americana, que eles ajudaram articular", avalia.
Além disso, a parlamentar comentou sobre o julgamento de Eduardo no Supremo Tribunal Federal (STF), que está marcado para 16 de junho.
"Dia 16 está marcado um primeiro julgamento de Eduardo Bolsonaro. Esperamos que os demais processos instaurados e pedidos contra eles sejam agilizados. Precisam ser contidos e punidos, para o bem do Brasil e do povo brasileiro", disse Gleisi.
Cassado, o ex-deputado é reu por tentativa de pressionar autoridades brasileiras por meio de articulações nos Estados Unidos, durante o processo de julgamento da trama golpista que resultou na prisão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação de Eduardo. Paulo Gonet, procurador-geral, afirmou que Eduardo atuou de forma "continuada" para interferir no processo.
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