Governo federal deve fazer aporte de capital nos Correios em 202, diz ministra da Gestão
Estatal avalia nova captação de empréstimo

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos afirmou nesta terça (17) que o governo federal deve fazer um aporte de capital nos Correios em 2027, e que a estatal avalia nova captação de empréstimo.
Segundo Dweck, a medida está prevista em contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com consórcio de bancos, firmado em dezembro de 2025.
"Olha, em relação ao aporte, isso estava, inclusive, previsto no contrato que foi assinado com os bancos, que tinha uma previsão de aporte da União. Só que no próprio contrato que foi assinado dizia que podia ser 2026 ou 2027, até 2027. Então, isso está sendo estudado. Provavelmente o aporte esse ano não deve acontecer, pode acontecer até 27", afirmou.
A declaração foi dada em apresentação do balanço da segunda edição do CNPU.
Mesmo com um novo empréstimo, o aporte, isto é, uma transferência direta do Tesouro Nacional, pode ajudar na recuperação financeira da estatal, segundo a ministra.
Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CNM) abriu espaço para que os Correios consigam captar um novo empréstimo com garantias da União. Conforme a decisão, os Correios podem conseguir mais R$ 8 bilhões.
O plano de reestruturação da empresa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e fechamento de agências, que atualmente, somam cerca de 5 mil no país.
A companhia também implementará um programa de demissão voluntária (PDV). A expectativa é que em até 2 anos, o número total de funcionários reduza em 15 mil, representando um corte de 18% na folha de pagamentos.


