Grupo Fictor e Comando Vermelho usavam mesmo esquema para lavar dinheiro e fraudar bancos, diz PF
Operação Fallax prendeu ao menos 15 suspeitos e apura fraudes acima de R$ 500 milhões

Foto: Divulgação/PF
O Grupo Fictor e células da facção criminosa Comando Vermelho (CV) utilizavam o mesmo esquema de lavagem de dinheiro, de acordo com uma investigação da Polícia Federal. As apurações apontam que as ações eram baseadas em empresas de fachada, movimentações simuladas e cooptação de funcionários de bancos. As informações são do g1.
A Operação Fallax, realizada na quarta-feira (25) em nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia e investiga fraudes que podem ultrapassar R$ 500 milhões. O CEO da Fictor, Rafael de Gois, foi um dos alvos.
Em novembro do ano passado, a Fictor anunciou a compra do Banco Master, poucas horas antes de o Banco Central determinar a liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro.
Após a liquidação, a Fictor enfrentou crise que resultou em resgates de cerca de R$ 2 bilhões por investigadores, o que levou ao pedido de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest, pertencentes ao grupo.
De acordo com a PF, a Fictor era parte central da engrenagem, funcionando como núcleo financeiro do esquema. O grupo injetava recursos de fachada e operava mecanismos usados para driblar instituições financeiras.
As células do CV usavam a mesma base para lavar dinheiro do tráfico. Elas usavam empresas fictícias e da contabilidade fabricada para justificar a entrada de recursos ilícitos no sistema bancário.
Com isso, depois de circular, o dinheiro era convertido em bens de luxo e criptoativos, o que dificultava o rastreamento.
Pelo menos 15 pessoas foram presas na Operação Fallax. Entre eles, dois gerentes da Caixa Econômica Federal e uma ex-gerente do Banco do Brasil.


