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Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e atacar debate do 2° turno, diz Polícia Civil

Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra grupo na terça-feira (4)

Por Da Redação
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Atualizado
Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e atacar debate do 2° turno, diz Polícia Civil

Foto: Reprodução/Wikipédia | Reprodução/Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal evidenciou conversas de um grupo que planejava, pela internet, ataques contra políticos e prédios públicos em Brasília, com discussões sobre fabricação de explosivos e disseminação de discursos de ódio.

Nas conversas, monitoradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, os indivíduos afirmam que devem ser listados os principais alvos para "garantir o sucesso da revolução" e detalham que os "inimigos" estariam dificilmente concentrados em um único lugar.

As comunicações ocorriam em dois grupos do aplicativo Telegram, sendo que um deles tinha a foto de Hitler como imagem de perfil. O grupo com maior parte de integrantes possuía 600 integrantes, enquanto um menor, designado àqueles mais radicalizados, tinha acesso restrito, com apenas 46 indivíduos, que trocavam instruções.

Nos grupos eram discutidos planos de como construir explosivos, coquetéis Molotov e desenvolvimento de artefatos explosivos, assim como a logística e financiamento dos ataques, além de um planejamento para "explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater". Os indivíduos ainda utilizavam mapas dos ministérios, do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal, e uma planta baixa do Palácio do Planalto, os quais utilizavam para arquitetar rotas para invasão e fuga.

O Ministério da Justiça, inclusive, revelou que os administradores dos grupos buscavam integrantes dispostos a matar. Ao todo, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados, na última terça-feira (4).

Os investigados devem responder por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime. A investigação segue na análise dos computadores e celulares apreendidos.
 

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