Homem é preso depois de defender nas redes que estupro é "dever"
Autoridades indicam que denunciado usava o ambiente virtual para divulgar ataques racistas, realizar hostilidades contra mulheres e incentivo à violência sexual

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Um homem que foi identificado com Gabriel Mendes Bernartt foi preso preventivamente depois de ser denunciado por uma variedade de crimes que foram cometidos em um ambiente virtual. As informações foram divulgadas pela coluna de Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), através da Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Volta Redonda informou que o suspeito foi denunciado por injúria racial, racismo, incitação ao crime, divulgação e posse de conteúdo pornográfico que envolve criança ou adolescente.
A denúncia descreve que Gabriel usava o ambiente virtual para divulgar ataques racistas, realizar hostilidades contra mulheres e incentivo à violência sexual, além de divulgar conteúdo sexual que envolve criança e imagens de crueldade contra animais.
A investigação começa depois de uma vítima anunciar o recebimento de mensagens contendo ofensas de cunho racial em um grupo no WhatsApp vinculado à comunidade acadêmica de uma universidade federal que possui campus em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. O desdobramento das investigações levou a identificação de Gabriel como sendo o responsável pelas mensagens.
Após quebrar o sigilo de Gabriel, os agentes identificaram que o caso não era isolado. Foram localizadas várias manifestações racistas, contendo mensagens de hostilidade contra mulheres e de incentivo à violência sexual, o que inclui uma em que o acusado disse que o estupro de certa pessoa seria um "dever".
O MPRJ aponta que foram identificados registros envolvendo animais mortos e mutilados, o que incluir imagens onde o denunciado surge segurando a cabeça de um animal morto.
Por causa da quantidade e gravidade de elementos juntados, o MPRJ pediu a prisão do denunciado, além da expedição de mandados de busca e apreensão.
Além de pedir a prisão, o MPRJ solicitou a condenação do denunciado ao pagamento de R$ 100 salários-mínimos por danos morais individuais e coletivos.



