ICEB: Recuperação da confiança do empresariado baiano continuou em agosto

O resultado representou uma melhora de 60 pontos em relação a julho

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O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), índice que avalia as expectativas do setor produtivo do estado, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), marcou -41 pontos em agosto. O nível de confiança, portanto, foi maior do que o observado no mês antecedente (-101 pontos) e no mesmo mês do ano passado (-301 pontos). 

Numa escala de -1.000 a 1.000 pontos, o resultado representou uma melhora de 60 pontos quanto ao verificado em julho. Trata-se do quinto avanço mensal, fortalecendo, assim, a trilha de recuperação da confiança empresarial. Em relação ao registrado um ano antes, significou uma variação de 260 pontos a mais.

Segundo Luiz Lobo, integrante técnico da SEI, "as cinco altas sucessivas recentes do indicador de confiança do empresariado baiano foram suficientes não somente para suplantar o recuo observado ao longo do primeiro trimestre deste ano como também conduzir a confiança ao patamar mais elevado desde fevereiro do ano passado".

O indicador abaixo de zero revelado no mês, no entanto, significou a permanência do pessimismo no meio empresarial baiano pela 18ª vez consecutiva. A confiança do empresariado local, assim, permaneceu na zona de Pessimismo Moderado pela quarta vez seguida.

Para Lobo, "ao se somar às altas ocorridas nos meses anteriores, o aumento mensal de agora reforçou a trajetória de recuperação da confiança, ampliando as chances de repercutir algum nível de otimismo em breve".

O avanço no nível de confiança de julho a agosto não aconteceu de forma generalizada, visto que não foi realidade para uma das quatro atividades. Enquanto Agropecuária, Serviços e Comércio exibiram alta em seus indicadores, a Indústria experimentou contração. No comparativo com o mesmo mês do ano antecedente, por outro lado, todos os setores apresentaram expansão.

Do conjunto avaliado, os itens juros, crédito e abertura de unidades apresentaram os indicadores de confiança em pior situação no mês. Em contrapartida, as variáveis PIB nacional, PIB estadual e vendas foram aquelas com as melhores expectativas do empresariado baiano.
 


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