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Idafro aciona Justiça contra Prefeitura do Rio e alega discriminação religiosa na programação do Réveillon 2026

Instituto questiona a decisão do município de destinar o único palco instalado na praia do Leme a apresentações gospel

Por Da Redação
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Idafro aciona Justiça contra Prefeitura do Rio e alega discriminação religiosa na programação do Réveillon 2026

Foto: Fernando Maia/Riotur

O Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro) entrou com uma ação judicial contra a Prefeitura do Rio de Janeiro nesta semana, alegando discriminação religiosa institucional na programação oficial do Réveillon 2026, realizado na praia de Copacabana.

A entidade questiona a decisão do município de destinar o único palco instalado na praia do Leme exclusivamente a apresentações de cunho gospel, sem a previsão de qualquer espaço, mesmo simbólico, para manifestações de religiões de matriz africana. Segundo o Idafro, essas tradições possuem vínculo histórico e cultural com as celebrações de fim de ano.

O anúncio da programação gerou críticas ao prefeito Eduardo Paes (PSD), que se manifestou nas redes sociais. Em uma das publicações, o gestor afirmou que "é impressionante o nível de preconceito dessa gente". A declaração teve repercussão negativa e levou o prefeito a se retratar posteriormente. Em novo posicionamento, Paes pediu desculpas pelo 'mal entendido' e reiterou que sua defesa das religiões de matriz africana e da liberdade religiosa "é pública e notória".

Na ação, o Idafro pontua que a ausência de um espaço para ritos de religiões de matriz africanas viola princípios constitucionais, como a igualdade, a laicidade do Estado e a liberdade religiosa. A petição também aponta suposta afronta ao Estatuto da Igualdade Racial e a tratados internacionais assinados pelo Brasil, entre eles a Convenção Interamericana contra o Racismo e a Intolerância Religiosa.

A entidade solicita que a Justiça conceda uma liminar obrigando a Prefeitura do Rio a destinar uma área específica para a realização de rituais das religiões de matriz africana durante as festividades oficiais do Réveillon, seja nas praias de Copacabana ou do Flamengo.

Além disso, o Idafro pede que o município promova ampla divulgação de comunicados e peças publicitárias para informar a comunidade afrorreligiosa sobre a garantia de livre acesso aos espaços públicos e sobre medidas adotadas para assegurar a circulação sem constrangimentos durante o evento.

Comentários

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Pedro Lima
Eles solicitaram um palco antes??
Pedro Lima
Eles solicitaram um palco antes??
Pedro Lima
Eles solicitaram um palco antes??
IRIANI CARLSON DE OLIVEIRA POMPERMAYER
Vai ter que fazer um para a asiática, um para a indígena, um para a muçulmana, um para a indiana, um para a católica, um para a egípcia, um para a judaica e por aí vai.
Ramos Félix
Eduardo Paes, é mais um político fanfarrão e surfando na onda do Gospel. Precisa ser notificado, responsabilizado e multado.

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