Inflação do aluguel sobe em outubro, mas contratos vencidos em novembro seguem sem reajuste
A variação de 0,5% do IGP-M em outubro é a maior para um mês desde junho de 2022

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Depois de interromper a série de deflações no mês de setembro, o Índice Nacional de Preços — Mercado (IGP-M), indicador responsável pelo reajuste de parte dos contratos de aluguel no Brasil, ganhou ritmo e subiu 0,5% em outubro, segundo dados revelados nesta segunda-feira (30) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
A variação de 0,5% do IGP-M em outubro é a maior para um mês desde junho de 2022 (+0,59%). No mesmo período do ano passado, o índice tinha registrado uma queda de 0,97% e acumulava uma alta de 6,52% nos 12 meses anteriores.
Essa é a segunda alta desde março do índice, que agora apresenta queda de 4,57% no acumulado dos últimos 12 meses, taxa que aparece negativa pela sétima vez seguida.
Contudo, apesar de representar uma aceleração, a variação mostra que as locações atreladas ao indicado com vencimento em novembro não devem sofrer reajustes.
O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola e industrial e na construção civil.
Por isso, a variação é diferente daquela apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos.


