INSS amplia concessão de benefícios em 70% e reduz tempo de espera para 24 dias
Número médio mensal de benefícios concedidos cresceu 70% em relação a 2022

Foto: Divulgação/INSS
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou aumento de 70% na média mensal de concessão de benefícios entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período de 2022. Segundo o órgão, o número passou de 438 mil para 743 mil concessões.
O tempo médio de espera por uma decisão também caiu, passando de 50 dias, em maio, para 24 dias, uma redução de 40%. No caso dos benefícios assistenciais, o prazo médio chegou a 42 dias, abaixo do prazo legal. No primeiro semestre do ano, o indicador era de mais de 100 dias.
Os dados foram apresentados nesta terça-feira (27), durante a 330ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), em Brasília.
De acordo com o diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt, a ampliação da capacidade de análise permite que o órgão conclua mais solicitações do que recebe.
“Os resultados são fruto do esforço das equipes para agilizar o atendimento. Não foi apenas um trabalho pontual, é estrutural dentro do INSS. Hoje nós temos essa capacidade de analisar mais requerimentos do que entram. É o melhor patamar registrado que nós temos hoje, inclusive em relação aos requerimentos desde janeiro de 2023”, afirmou.
Benefício para vítimas de violência doméstica
Durante a reunião, o INSS também apresentou o Benefício Protetivo de Afastamento - Lei Maria da Penha, que garante apoio financeiro a mulheres afastadas do trabalho por determinação judicial em casos de violência doméstica.
A medida não exige carência, mas depende da manutenção da qualidade de segurada e de decisão judicial. Desde 13 de outubro, foram registrados 2.711 pedidos.
Atendimento digital
O instituto também apresentou dados sobre o Meu INSS, plataforma que reúne mais de 100 serviços digitais, incluindo solicitação de benefícios, acompanhamento de pedidos, emissão de documentos, atualização de dados e cumprimento de exigências.
Segundo o órgão, 86% dos acessos são realizados por dispositivos móveis. O aplicativo possui avaliação de 4,8 nas lojas de aplicativos.


