Instituto Cultural Isedale Egbé Yorubá Brasil tem contribuição registrada em documento oficial das Nações Unidas
Contribuição contempla trabalho do Conselho de Direitos Humanos sobre racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância religiosa

Foto: Divulgação
O Instituto Cultural Isedale Egbé Yorubá Brasil (ICIEYB) alcançou um importante marco em sua atuação internacional: sua contribuição foi registrada em documento oficial das Nações Unidas, no âmbito do trabalho do Conselho de Direitos Humanos sobre racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância religiosa.
A referência ao Instituto aparece no Relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, documento A/HRC/63/69, distribuído em 22 de julho de 2026.
A menção ao ICIEYB está localizada na página 4 do documento, parágrafo 7, nota de rodapé nº 34, onde consta expressamente a identificação:
“submission by Instituto Cultural Isedale Egbé Yorubá Brasil.”
O relatório reúne contribuições da sociedade civil e aborda diferentes formas de discriminação racial e intolerância, incluindo questões relacionadas às pessoas que praticam religiões de matriz africana no Brasil.
Um passo importante para a cultura Yorubá e para os povos de terreiro
Para o ICIEYB, o registro representa um passo significativo na internacionalização das pautas relacionadas à cultura Yorubá, à liberdade religiosa, à proteção das tradições de matriz africana e ao enfrentamento do racismo.
A presença da contribuição do Instituto em um documento oficial das Nações Unidas também demonstra a importância da participação da sociedade civil brasileira nos mecanismos internacionais de direitos humanos.
Segundo a presidência do Instituto, Marta de Sàngó, ocupar esses espaços significa levar para além das fronteiras brasileiras as experiências, os conhecimentos e as reivindicações das comunidades de matriz africana.
“Nossa contribuição não representa apenas o Instituto. Ela carrega a voz de uma comunidade que durante séculos teve sua história, sua espiritualidade e seus conhecimentos silenciados. Estar registrada em um documento das Nações Unidas significa que essa voz atravessou fronteiras e passou a fazer parte de uma documentação internacional de direitos humanos.”
Marta de Sàngó atua para fortalecer o reconhecimento da cultura Yorubá e dos saberes dos povos de matriz africana como patrimônio vivo, promovendo sua preservação, valorização e presença no Brasil e no cenário internacional.

Marta de Sàngó, presidente do Instituto Cultural Isedale Egbé Yorubá Brasil | Foto: Divulgação
O ICIEYB considera que a participação em processos internacionais fortalece sua missão de preservar e promover o patrimônio cultural Yorubá, defender a liberdade religiosa e contribuir para o reconhecimento das tradições afro-brasileiras como parte fundamental da história e da identidade do Brasil.
Sobre o ICIEYB
O Instituto Cultural Isedale Egbé Yorubá Brasil (ICIEYB) atua na preservação, documentação e promoção da cultura Yorubá no Brasil, na defesa da liberdade religiosa e na valorização do patrimônio cultural afro-brasileiro, desenvolvendo iniciativas de caráter cultural, ambiental, educacional e internacional.


