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Instituto promove formação inédita de lideranças especialistas em escravidão moderna com resgatados em Salvador

O objetivo da formação foi ampliar ações de identificação, acolhimento e criação de políticas públicas por meio das experiências das pessoais.

Por Da Redação
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Instituto promove formação inédita de lideranças especialistas em escravidão moderna com resgatados em Salvador

Foto: Imagem Ilustrativa. Créditos: Sérgio Carvalho/MTE/ GOV.BR

O Instituto Trabalho Decente promoveu em Salvador e pela primeira vez no país a formação de lideranças especialistas em escravidão moderna com um grupo de 13 pessoas de diferentes regiões do Brasil, que vivenciaram o trabalho análogo à escravidão e foram resgatadas. O curso ocorreu em Salvador. 

Com o objetivo de fortalecer o protagonismo de quem vivenciou diretamente essa realidade, como forma de ampliar as ações de identificação, acolhimento e criação de políticas pública contra esse tipo de crime, a iniciativa contou com a participação de especialistas, como profissionais do Direito, incluindo um juíza do trabalho aposentada, abordando temas como direitos humanos, estrutura do Estado brasileiro, trabalho infantil, tráfico de pessoas e direitos trabalhistas. 

“No decorrer dos anos, o Brasil tem tratado desse tema tão relevante, que é a permanência do trabalho análogo à escravidão, um crime bárbaro que atinge pessoas em todo o país. No entanto, é fundamental que essas discussões incluam a voz de quem sobreviveu a essas experiências. São essas pessoas que podem contribuir de forma decisiva na identificação de outras vítimas e na elaboração de leis e políticas públicas eficazes”, disse a advogada e presidente do instituto, Patrícia Lima. 

Os dados sobre os resgates

Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2025 foram resgatados 2.772 trabalhadores em condição análoga a escravidão em ações de combate.  Do total de pessoas identificadas nesta condição, 68% foram resgatadas no meio urbano, superando o número de ocorrências no meio rural.

O levantamento ainda apontou que o trabalho escravo moderno não se restringe a atividades econômicas específicas, sendo identificado em áreas distintas como a colheita, o desmatamento, a mineração ilegal, a indústria têxtil, o trabalho doméstico, entre outras.   

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