Integrantes da Bamor são denunciados pelo MP por crimes de organização criminosa e tortura
Segundo o Ministério Público os crimes foram cometidos dentro da sede da entidade

Foto: Reprodução/ redes sociais
Integrantes da torcida organizada Bamor foram denunciados pelo Ministério Público (MP) por crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. A denúncia foi protocolada na última sexta-feira (2) no Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
Os denunciados continuam presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
São eles: Matheus Pires Castro, presidente da Bamor; Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente; Gabriel Pereira Silva, diretor-geral; Daniel Sena Duarte, diretor de sede; Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing; Diego Allan Conceição Sacramento, diretor de patrimônio; Ivã Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria; Luiz Wagner da Silva Santana, diretor de sede; Alan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro; e o policial militar Fernando Santana Esquivel, apontado como integrante da torcida organizada.
De acordo com a representação, os crimes ocorrem no mês de julho deste ano, em que os denunciados teriam usado a estrutura da torcida organizada para torturar duas pessoas, com o objetivo de fazer as vítimas confessarem supostas irregularidades relacionadas à gestão do grupo.
Ainda conforme o MP, a atuação dos investigados teria ocorrido de forma coordenada, com divisão de tarefas e utilização da sede da torcida para a prática dos crimes.
Além da denúncia, o MP requer o pagamento de indenização às vítimas por danos materiais e morais e a fixação da indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 2 milhões.


