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Isabella Scherer quer mudar o abdômen após o parto; cirurgião explica quando o Mommy Makeover faz sentido!

Após dar à luz o terceiro filho, chef de cozinha contou que pretende corrigir hérnia e diástase e aguardar o fim da amamentação antes de operar

Por Michel Telles
Às

   Isabella Scherer quer mudar o abdômen após o parto; cirurgião explica quando o Mommy Makeover faz sentido!

Foto: Divulgação

Dezoito dias após dar à luz Tom, seu terceiro filho, Isabella Scherer voltou a falar de forma aberta sobre as transformações do corpo no pós-parto. Em um relato publicado nesta sexta-feira (11), a chef de cozinha contou que ainda está se adaptando à nova fase e afirmou que pretende realizar uma cirurgia depois de encerrar a amamentação.

“Quando eu postar meu pós da cirurgia, aí sim vocês podem me elogiar. O que eu quero mesmo é fazer abdominoplastia, fechar minha hérnia e diástase ano que vem, depois de parar de amamentar”, contou Isabella aos seguidores. A declaração acontece depois de anos em que ela também mostrou, sem esconder, as mudanças provocadas pela primeira gestação, quando teve os gêmeos Mel e Bento.

Para o cirurgião plástico Dr. Carlos Tagliari, a decisão de esperar o fim da amamentação e a recuperação do organismo antes de pensar em uma cirurgia é importante. Segundo ele, o planejamento precisa levar em consideração não apenas a aparência do abdômen, mas principalmente as condições da parede abdominal depois da gestação. “A gestação provoca uma série de mudanças no abdômen. A diástase é o afastamento dos músculos retos do abdômen e pode deixar a barriga mais projetada para frente, além de comprometer a firmeza da parede abdominal. Quando existe uma hérnia associada, é importante avaliar as duas condições em conjunto para definir a melhor estratégia cirúrgica”, explica Tagliari.

No caso da abdominoplastia, o cirurgião ressalta que o procedimento não se resume à retirada de pele. Quando existe indicação, a cirurgia também permite tratar a musculatura abdominal e melhorar o contorno da região. “A abdominoplastia permite corrigir a diástase, que é o afastamento da musculatura, devolvendo a função e a firmeza da parede abdominal. É uma intervenção que pode proporcionar não apenas uma melhora no contorno, mas também conforto e qualidade de vida”, afirma o médico. A correção da diástase durante a abdominoplastia é uma das situações que ele já explicou ao comentar casos de pacientes no pós-gestação.

A hérnia umbilical também precisa ser analisada individualmente. Segundo Tagliari, quando há uma alteração na parede abdominal, o cirurgião deve avaliar tamanho, localização e condições dos tecidos para decidir se a correção poderá ser feita no mesmo momento da cirurgia abdominal.

E onde entra o Mommy Makeover?

A situação de Isabella também traz à tona um procedimento cada vez mais conhecido entre mulheres que passaram pela maternidade: o Mommy Makeover. O termo é utilizado para definir um planejamento que reúne diferentes cirurgias para tratar alterações provocadas pela gestação, podendo envolver abdômen, mamas e contorno corporal.

“Mommy Makeover não é uma cirurgia única e nem significa que toda mulher que passou pela gestação precisa fazer várias cirurgias. É um conceito de tratamento personalizado. A gente avalia o que realmente incomoda aquela paciente e quais estruturas foram modificadas pela gravidez para montar um planejamento”, explica Tagliari.

Entre as possibilidades estão a abdominoplastia para retirada do excesso de pele e tratamento da diástase, a lipoaspiração para gordura localizada e procedimentos nas mamas, como a mastopexia, com ou sem prótese, dependendo da indicação. O médico já explicou que, em alguns casos, também pode haver correção de hérnia umbilical associada ao tratamento abdominal. “Cada mulher vai ter uma necessidade diferente. Algumas precisam tratar principalmente a parede abdominal, outras têm uma queixa maior nas mamas ou gordura localizada. O mais importante é não transformar o Mommy Makeover em uma receita pronta. O planejamento precisa respeitar o corpo, o momento e os objetivos de cada paciente”, destaca.

No caso de Isabella, o próprio relato deixa claro que ela pretende esperar o fim da amamentação antes de tomar essa decisão. Para Tagliari, esse cuidado faz parte de um planejamento responsável. “Depois da gestação, o corpo ainda passa por muitas mudanças. É preciso dar tempo para que o organismo se recupere, o peso se estabilize e a mulher encerre a amamentação, quando for o caso. Só depois disso conseguimos avaliar com mais precisão o que realmente permaneceu e qual procedimento faz sentido”, afirma.

“Não existe contradição em aceitar o corpo que mudou com a maternidade e, em outro momento, decidir fazer uma cirurgia. A cirurgia plástica precisa ser uma escolha da paciente, feita no momento adequado e com indicação individualizada. O objetivo não deve ser buscar um corpo de antes da gravidez a qualquer custo, mas tratar aquilo que realmente incomoda ou que precisa ser corrigido”, conclui Tagliari.

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