Vídeo: Itália pretende proibir burcas em escolas e limitar número de estudantes estrangeiros por turma
Medida foi anunciada pela primeira-ministra Georgia Meloni

Foto: Reprodução / Wikimedia Commons
A Itália prepara uma medida para proibir o uso de burcas e niqabs em escolas do país e limitar o número de estudantes estrangeiros por turma. A medida foi anunciada pela primeira-ministra italiana Georgia Meloni, durante evento da ala jovem do Irmãos da Itália (Fratelli d'Itália), seu partido.
Segundo o portal italiano Il Sole 24 Ore e a agência Reuters, a proposta também vai obrigar pais de alunos estrangeiros a aprender italiano, caso enfrentem dificuldades graves de integração. Segundo Meloni, a medida vai ser apresentada em breve ao Conselho de Ministros. No entanto, ela não informou ainda qual será o número máximo de alunos estrangeiros por turma.
Ao defender a medida, a primeira-ministra argumentou que a integração é inviável quando muitos estudantes não falam a língua. Ela avalia que se dificuldades afetam somente poucas crianças, professores e colegas podem ajudá-las. Para Meloni, o problema começa quando os alunos são muitos ou passam a ser maioria na turma, e que neste caso não há integração, mas sim negligência.
Segundo a Fondazione ISMU (Iniziative e Studi sulla Multietnicità), alunos sem cidadania italiana são 11,6% dos matriculados em escolas do país.
Sobre a proibição de burcas e niqabs, que cobrem o rosto, a primeira-ministra afirmou que a medida está relacionada à igualdade entre homens e mulheres.

"Na escola, você vai com o rosto descoberto, e na Itália ninguém, em nome de uma tradição real ou suposta, pode decidir que uma jovem deve cobrir o rosto. A igualdade entre homens e mulheres é inegociável", disse.
Meloni disse que considera inaceitável que crianças italianas se sintam excluídas ou minoria na sala de aula. Segundo ela, os alunos estrangeiros devem "aprender italiano, conhecer a cultura do país e respeitar suas regras".
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