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Jeffrey Epstein elogiou Bolsonaro em conversa com ex-conselheiro de Trump:  'mudou o jogo'

À época, Bolsonaro disputava a eleição presidencial contra Haddad e havia obtido 49,2 milhões de votos

Por Da Redação
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Jeffrey Epstein elogiou Bolsonaro em conversa com ex-conselheiro de Trump:  'mudou o jogo'

Foto: Reprodução/FábioPozzebom/AgênciaBrasil

Uma troca de emails entre Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado nos Estados Unidos e morto em 2019, e Steve Banon, ex-conselheiro do presidente americano, Donald Trump, e estrategista político, faz diversos elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A comunicação está entre os documentos divulgados na última sexta-feira (30), pelo Departamento de Justiça dos EUA, relacionado ao caso Epstein.  

"Bolsonaro mudou o jogo. Nenhum refugiado quer entrar. Bruxelas não lhe diz o que fazer. Ele só precisa reativar a economia. MASSIVO", diz uma mensagem atribuída a Epstein em 8 de outubro de 2018.

À época, Bolsonaro disputava a eleição presidencial contra o petista Fernando Haddad e havia obtido 49,2 milhões de votos (46% dos válidos), ante 31,3 milhões de Haddad (29,28%), o que fez ele sair vitorioso do segundo turno, no qual ele seria vitorioso. 

As novas mensagens também fazem menção ao presidente Lula, em contexto de diálogos entre Epstein e o filósofo Noam Chomsky. Bannon respondeu a Epstein que era próximo do ex-presidente que eles o queriam como conselheiro e perguntou se devia fazer isso  

Epstein respondeu que "é meio o argumento 'reino do inferno' de novo". Bannon declarou apoio explícito a Bolsonaro naquele ano. À época, o ex-estrategista de Trump descreveu Bolsonaro como "líder", "brilhante", "sofisticado" e "muito parecido com Trump", em entrevista à BBC News Brasil.  

No entanto, ele negou que fizesse parte da campanha. Já em outra conversa, Epstein diz a Bannon que o filósofo Noam Chomsky havia ligado para ele da prisão, ao lado de Lula - afirmação que é negada tanto pela esposa de Chomsky, Valeria, quanto pelo Palácio do Planalto. 

"Diga a ele que o meu candidato vai ganhar no primeiro turno", respondeu Bannon, aparentemente se referindo a Bolsonaro. "Bolsonaro é de verdade", respondeu Epstein (a expressão usada foi "the real deal", no original em inglês).

Eles discutiram sobre uma ida de Bannon ao Brasil para apoiar o ex-presidente. Epstein afirmou: "Se você está confiante na vitória [de Bolsonaro], pode ser bom para sua marca se você fosse visto lá". 

Há ainda um trecho da conversa divulgado nos documentos do governo dos EUA em que ele  diz que não gostou de Bolsonaro ter chamado de "fake news" uma associação com Bannon. Naquela época, Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, deu declarações à  imprensa de que Bannon estaria à disposição da família.

Epstein aconselhou Bannon, segundo outra conversa que aparece em outro documento, a evitar falar de Bolsonaro quando ele se encontrasse com Noam Chomsky, em um encontro facilitado pelo empresário no Arizona.

"A esposa dele é brasileira, então vá com calma ao falar de Bolsonaro. Eles [o casal Chomsky] são amigos do Lula. Mas ele é uma figura icônica e não se deve perder a chance de conversar sobre história e política. Vou colocar vocês em contato por e-mail, para que possam se coordenar diretamente", disse ele na mensagem. 

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