Juíza Débora Rêgo relata desafios emocionais da maternidade atípica em episódio do Espectro No Farol
Podcast debate acolhimento, direitos e preparação familiar após diagnóstico de síndrome de Down

Foto: FB COMUNICAÇÃO
O Espectro No Farol exibiu, no último dia 9 de maio, um episódio com a participação da juíza do trabalho Débora Rêgo. A conversa abordou direitos, inclusão e os desafios enfrentados por famílias atípicas, com foco na maternidade e no acolhimento após o diagnóstico de deficiência.
Durante a entrevista, Débora compartilhou experiências pessoais relacionadas à descoberta da síndrome de Down do filho e descreveu o impacto emocional vivido naquele momento. “Medo do desconhecido, o medo de que ele venha a sofrer, o medo de que a gente não consiga dar conta, são muitos medos que envolvem essa questão do luto”, afirmou.
A magistrada relatou ainda o período de adaptação e busca por informações para compreender a nova realidade. “Eu arregassei as mangas e tive que me preparar para a chegada do meu filho. Eu queria entender o que era a síndrome. Eu fui estudar, eu fui buscar, eu fui ler a respeito”, disse.
Segundo ela, o acompanhamento começou ainda nos primeiros dias de vida da criança, com orientações voltadas aos cuidados iniciais e à estimulação precoce. “Thiago, ao nascer, no primeiro dia de vida, já tinha uma fonoaudióloga dentro do hospital ensinando como fazer a questão da sucção, da mama”, contou.
Débora também explicou que pessoas com síndrome de Down podem apresentar hipotonia muscular, o que exige atenção especial desde os primeiros momentos. “A luta começou desde esse primeiro dia de vida com a tentativa de que ele pegasse a mama e conseguisse mamar o leite materno”, relatou.
O episódio amplia o debate sobre maternidade atípica e reforça a importância do acesso à informação, do suporte profissional e do acolhimento às famílias.


