Julgamento de PMs acusados de esquartejar jovem de 22 anos em Salvador é adiado
Os réus respondem por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima

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O julgamento dos sete policiais militares acusados de esquartejar Geovane Mascarenhas de Santana, então com 22 anos, agendado para iniciar nesta segunda-feira (27), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, foi adiado pela Justiça. A medida foi tomada após a defesa solicitar acesso a informações que não constavam nos autos do processo.
Com a solicitação aceita para evitar eventual nulidade do julgamento, o júri popular foi remarcado para o dia 17 de junho, com previsão de durar três dias.
Os advogados de quatro dos sete réus já haviam solicitado na sexta-feira (24) o adiamento, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
Antes disso, no dia 14 de abril, também foi protocolado um pedido de desaforamento, que buscava transferir o julgamento para outra comarca sob alegação de possível imparcialidade dos jurados e insegurança dos envolvidos. A solicitação também foi rejeitada.
Apesar das negativas, as defesas dos suspeitos insistiram na suspensão e citaram o acesso a documentos do caso, que acabou sendo considerada pela Justiça.
Os réus respondem por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime ocorreu em 2 de agosto de 2014, quando Geovane foi sequestrado e morto dentro de uma unidade da Polícia Militar no bairro do Lobato, em Salvador.


