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Julgamento do caso Henry Borel entra no sétimo dia e babá que deu 3 versões é ouvida

O foco dos depoimentos são as testemunhas de Monique.

Por FolhaPress
Às

Julgamento do caso Henry Borel entra no sétimo dia e babá que deu 3 versões é ouvida

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Julgamento do caso Henry Borel chega ao sétimo dia com depoimento de testemunhas de Monique Medeiros, mãe do garoto. Um dos mais esperados é o da babá do garoto, que chegou a dar diferentes versões sobre o ocorrido. No sábado (30), o irmão dela, Bryan Medeiros, disse que defesa de Jairinho tinha orientado que ela mentisse.

Sessão foi retomada na manhã deste domingo no Segundo Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro. O foco dos depoimentos são as testemunhas de Monique. A babá de Henry, considerada chave para a investigação, será ouvida hoje. Thayná de Oliveira Ferreira deu diferentes versões e passou a ser indiciada por falso testemunho. Na primeira, disse que não tinha visto nada; na segunda, afirmou que Jairinho batia no garoto e que Monique havia pedido para que mentisse; na terceira, afirmou que não sabia e era manipulada por Monique.

Defesa diz que Thayná deve esclarecer as diferentes versões. A advogada Juliana Nascimento afirma que sua cliente foi coagida e que, durante o depoimento iria, esclarecer as versões conflitantes. 

Como foi ontem

Irmão de Monique disse que irmã foi treinada pela defesa de Jairinho. Bryan Medeiros afirmou que a irmã deu diferentes versões para o ocorrido devido a esse "treinamento". Ele ainda disse que não sabia das agressões sofridas pelo sobrinho e que só tomou conhecimento após sua irmã divulgar uma carta. Questionada sobre se teria instruído Monique, a defesa de Jairinho diz que a informação do irmão "não tem credibilidade". 

Bryan notou marca no nariz do garoto ao reconhecer o corpo. Irmão de Monique foi o responsável por reconhecer o corpo do sobrinho no hospital. Em depoimento, ele afirmou que pela primeira vez notou um pequeno machucado. 

Entre sexta e sábado, pai de Henry, Leniel Borel, foi ouvido e descreveu o último fim de semana com o filho. Em depoimento, ele citou que o menino hesitou em voltar para a casa da mãe e que, só se acalmou, após Monique prometer que eles se mudariam do apartamento de Jairinho. 

Julgamento

Sete jurados vão decidir se Jairinho e Monique são culpados pela morte de Henry Borel. Jairinho, na época namorado de Monique, é acusado de ter agredido e causado a morte de Henry (homicídio qualificado), enquanto a mãe é ré por omissão. O garoto morreu em 8 de março de 2021 em decorrência de hemorragia interna provocada por agressões, segundo a perícia.

Os dois réus estão presos desde abril daquele ano. Monique chegou a deixar a prisão após a primeira tentativa de julgamento em março passado, mas voltou a ser detida semanas depois por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).
 

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