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Justiça condena Pablo Marçal a pagar R$ 100 mil a Boulos por fake news sobre uso de cocaína

Marçal divulgou laudo falso e fez insinuações durante a campanha municipal de 2024

Por Da Redação
Às

Atualizado
Justiça condena Pablo Marçal a pagar R$ 100 mil a Boulos por fake news sobre uso de cocaína

Foto: Mario Agra/Câmara

A Justiça de São Paulo condenou o empresário e ex-coach Pablo Marçal (PRTB) ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais ao deputado federal Guilherme Boulos (PSOL). A decisão é resultado da disseminação de informações falsas durante a disputa pela Prefeitura da capital paulista, em 2024. Ainda cabe recurso.

Durante o período eleitoral, Marçal associou publicamente a imagem de Boulos ao uso de cocaína. Em debates e aparições públicas, utilizou gestos e expressões pejorativas para insinuar consumo de drogas, além de empregar termos ofensivos para desqualificar o adversário.

Às vésperas do primeiro turno, o então candidato também divulgou em suas redes sociais um suposto laudo médico que indicaria o consumo de cocaína por Boulos. A Justiça Eleitoral identificou indícios de falsidade no documento, cuja assinatura era forjada, e determinou a retirada imediata do conteúdo ainda durante a campanha.

Na sentença, proferida na quinta-feira (29), o juiz Danilo Fadel de Castro, da 10ª Vara Cível de São Paulo, afirmou que o debate político permite críticas duras, mas não legitima a prática de crimes contra a honra nem a propagação deliberada de desinformação. Segundo o magistrado, “Trata-se da fabricação fria e calculada de uma mentira documental para ludibriar o eleitorado e destruir a honra do adversário. O réu agiu com dolo intenso, valendo-se de sua vasta rede de alcance digital para potencializar o dano”.

O juiz acrescentou ainda que a divulgação do documento falso extrapolou os limites da liberdade de expressão e da crítica política. Para ele, “A conduta do requerido desbordou de qualquer limite ético ou jurídico tolerável no debate democrático”.

Procurados, Pablo Marçal e Guilherme Boulos não haviam se manifestado até a última atualização do caso.

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