Justiça de SP nega liberdade de Marcola e familiares
Irmão do chefe do PCC está preso, e sobrinhos foragidos

Foto: Jorge Santos / Estadão Conteúdo
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido liminar de habeas corpus de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe do PCC.
O irmão de Marcola, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, e dois sobrinhos, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, também tiveram os pedidos negados.
Leonardo e Paloma estão foragidos.
As teses da defesa ainda devem ser apreciadas pelo Colegiado no julgamento do mérito, considerando que a relatora indeferiu as liminares nos habeas corpus.
Os quatro foram alvos da Operação Vérnix, da Polícia Civil e do Ministério Público de SP. A mesma operação culminou na prisão da advogada e influenciadore Deolane Bezerra, e de mais outras duas pessoas, por lavagem de dinheiro do PCC.
Conforme a decisão da Justiça, "os indícios de autoria são igualmente robustos e individualizados para cada um dos seis indiciados no relatório de investigações".
A decisão ressalta que investigações revelraram que Marcola e Leonardo eram chefes da organização e que atuavam mesmo dentro de unidades prisionais, o que caracteriza a prisão preventiva como medida cabível.
"Se tais indivíduos conseguiram exercer controle financeiro e patrimonial sobre empresa de transportes, definir percentuais de divisão de lucros e dar ordens de distribuição de valores estando presos, é manifesto que os demais integrantes do núcleo operacional e familiar em plena liberdade representam ameaça permanente e contemporânea à ordem pública", diz a decisão.
A Justiça considera que a liberdade de ambos representaria uma ameaça à destruição e manipulação de provas digitais ainda não identificadas, e do direcionamento de testemunhas para reorganizar o fluxo financeiro.
O advogado de Marcola e seus familiares, Bruno Ferullo, afirma que a decisão é provisória e que não define a legalidade das prisões preventivas.
A defesa também contesta a tentativa de fuga dos sobrinhos do chefe da facção, Leonardo e Paloma, e afirma que eles estavam fora do Brasil quando a prisão foi decretada.
"A defesa esclarece, ainda, que a presença de seus clientes no exterior não representa fuga. As viagens ocorreram antes da decretação das prisões, proferidas sob sigilo, sem que Leonardo e Paloma tivessem qualquer ciência das ordens", diz, em nota publicada nas redes sociais.
Sobre Marcola e o irmão Alejandro, o advogado afirma que avaliará condições em que os clientes estão submetidos, num presídio de segurança máxima.


