Caso Henry Borel: "Será anulado", diz defesa de Jairinho sobre julgamento

Advogado Rodrigo Faucz afirma que houve "uma série de nulidades" durante o julgamento

Por Da Redação
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Caso Henry Borel: "Será anulado", diz defesa de Jairinho sobre julgamento

Foto: Agência Brasil

A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, em nome de Rodrigo Facuz, afirmou, após Jairinho ser condenado nesta quarta-feira (4) a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel, de 4 anos, que "certamente esse júri será anulado e ele (Jairo) será submetido a um novo julgamento".

A declaração foi feita na madrugada desta quinta-feira pelo advogado Rodrigo Faucz, integrante da banca de defesa, no 2º Tribunal do Júri do Rio.

"A gente espera que dessa vez seja respeitado todas as garantias, no sentido até que a gente tenha acesso a todos os elementos probatórios, e que se tome uma decisão baseado naquilo que se tem de provas. Porque o que ficou claro no processo é isso: que no decorrer do julgamento, ele deveria ter sido absolvido assim como a Monique." afirmou Faucz
Além de Rodrigo, Jairo era representado pelo advogado Fabiano Lopes, que também disse que júri deve ser anulado. A defesa alegou que eles lutaram "contra tudo e contra todos". Ainda segundo Lopes, ele nunca viu um julgamento "tão bizarro" como o de Jairinho.

"Nunca vi um julgamento tão bizarro em todo a minha vida. A todo dia, a cada instante, era uma nulidade. Um julgamento estranho, que por exemplo, não agradou o Ministério Público e não agradou também a defesa de Jairo. Claramente, o próprio Juizo impedia a defesa de Jairo de fazer seu trabalho, dando tratamento diferente pra defesa de Monique." declarou Lopes.

Além disso, o advogado afirmou que "pro Leniel (pai de Henry) vai continuar tudo maravilhoso", e que a morte do filho sempre funcionou de cabide eleitoral.

Condenação de Jairinho e perdão de Monique

O Conselho de Sentença do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro considerou Dr. Jairinho culpado por homicídio duplamente qualificado e por um dos crimes de tortura atribuídos a ele durante o processo.

Monique Medeiros, mãe da criança, foi condenada por omissão diante da tortura sofrida pelo filho e recebeu pena de 1 ano e 4 meses de detenção, já considerada cumprida. Em relação à acusação de homicídio, os jurados desclassificaram o crime para homicídio culposo, e a juíza Elizabeth Machado Louro aplicou perdão judicial.

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