Justiça determina revogação de segunda prisão de Binho Galinha
Apesar da decisão, parlamentar seguirá preso após desdobramento da Operação El Patrón

Foto: Agência Alba
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) revogou, de maneira unânime, a segunda prisão preventiva decretada contra o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, popularmente conhecido como Binho Galinha. Apesar da decisão, a situação do parlamentar não muda e ele seguirá preso em decorrência da primeira ordem de prisão preventiva.
A segunda ordem de prisão já foi decretada na sentença que condenou o deputado a 36 anos e nove meses de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A decisão ocorreu em julho pela Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e o Adolescente de Feira de Santana durante o desdobramento da Operação El Patrón.
Segunda prisão revogada
A revogação foi informada pelo advogado do deputado, o criminalista Gamel Föppel, responsável por ter conseguido, de maneira unânime, um habeas corpus para revogação da preventiva. De acordo com a defesa, Binho Galinha respondeu ao processo em liberdade e não teria prejudicado a instrução criminal.
Ao determinar a sentença de 36 anos, a Justiça também havia emitido uma nova prisão preventiva, impedindo o parlamentar de concorrer as acusações em liberdade.
Mesmo diante da nova decisão, Binho Galinha não será solto. O parlamentar segue preso pelos desdobramentos das investigações que apuram uma possível participação e liderança em uma organização criminosa, em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. O deputado foi preso em 2025 e se entregou as autoridades em outubro.
A defesa de Binho Galinha informou que a legalidade da primeira ordem de prisão ainda é analisada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os advogados disseram confiar que também conseguirão uma decisão favorável no processo e que a liberdade do deputado pode acontecer.



