Justiça Eleitoral pede processos de Binho Galinha antes de decidir candidatura
Deputado estadual e candidato à reeleição encontra-se preso em Salvador

Foto: Divulgação
A Justiça Eleitoral determinou o envio de cópias completas de quatro ações penais envolvendo o deputado estadual Binho Galinha (Avante) antes de decidir se ele poderá disputar a reeleição em 2026. A Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e Adolescente de Feira de Santana terá três dias para encaminhar os documentos.
A determinação foi dada pelo desembargador eleitoral Moacyr Pitta Lima Filho, relator do processo que analisa o registro de candidatura de Binho Galinha. O julgamento ainda não tem data marcada.
A medida atende a um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), que apontou quais documentos precisam ser analisados para avaliar a situação eleitoral do deputado.
Condenado a 36 anos e nove meses de prisão por manter ilegalmente um "expressivo arsenal" de armas de fogo e munições, Binho Galinha está preso e também é suspeito de comandar uma organização criminosa ligada à agiotagem e ao jogo do bicho em Feira de Santana. A defesa nega as acusações.
Pedido negado
Na mesma ação, o desembargador Moacyr Pitta negou um pedido para ampliar a investigação sobre a situação judicial do candidato.
A solicitação previa que diferentes órgãos da Justiça fossem acionados para enviar certidões e informações sobre recursos e decisões definitivas em processos envolvendo Binho.
Segundo o relator, o pedido era genérico e não indicava de forma específica quais provas deveriam ser buscadas.
Próximos passos
Após receber as quatro ações penais, a Justiça Eleitoral dará prazo para que o MPE e a defesa de Binho Galinha apresentem as alegações finais.
Em seguida, o processo será levado ao Pleno do TRE-BA , que decidirá se o registro de candidatura será deferido ou indeferido.
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