Justiça italiana confirma prisão perpétua de Cesare Battisti
O ex-militante do grupo Proletários Armados para o Comunismo, foi condenado na Itália por quatro homicídios cometidos no final dos anos de 1970

Foto: Alberto Pizzoli/AFP
A Justiça italiana confirmou a sentença de prisão perpétua para Cesare Battisti, por envolvimento em quatro assassinatos. A defesa de Battisti argumentou que o acordo entre a Itália e o Brasil deveria ser aplicado: neste caso, a sentença não poderia ultrapassar os 30 anos.
Entretanto, o Tribunal de Apelação de Milão entendeu que ele foi expulso da Bolívia, onde foi preso, e por isso o tratado com o Brasil não se aplica. Cesare Battisti chegou ao Brasil em 2004 e passou cerca de 14 anos. Era considerado foragido desde dezembro, quando o então presidente Michel Temer assinou o decreto de extradição.
O ex-militante do grupo Proletários Armados para o Comunismo, foi condenado na Itália por quatro homicídios cometidos no final dos anos de 1970. Ele sempre negou os crimes, mas após voltar à Itália admitiu a participação. “'Quando matei foi uma guerra justa para mim”, disse em depoimento. Até então, Battisti negava envolvimento em homicídios e se dizia perseguido.
Mesmo com prisão perpétua, Battisti poderá sair em breve da cadeia. Daqui a três anos e meio, quando tiver cumprido um total de dez anos da pena, poderá pedir para passar para a prisão domiciliar. Os anos de prisão que Battisti já cumpriu incluem o período em que ele ficou preso na Itália antes de fugir e ainda na França e no Brasil.


