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Vídeo: Léo Prates se emociona após avanço da PEC da escala 6x1: “Meu primeiro grande desafio”

Deputado baiano é relator do texto-base da proposta que reduz a jornada de trabalho no Brasil

Por Ane Catarine Lima, Stephanie Ferreira
Às

Vídeo: Léo Prates se emociona após avanço da PEC da escala 6x1: “Meu primeiro grande desafio”

Foto: Allan Torres / Câmara dos Deputados

Relator do texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, o deputado federal baiano Léo Prates (Republicanos-BA) disse estar emocionado com a aprovação da proposta na comissão especial da Câmara nesta quarta-feira (27), por 34 votos a 4.

Em entrevista ao Farol da Bahia, o parlamentar agradeceu o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de líderes partidários.

“Estou emocionado, pois foi o meu primeiro grande desafio. Tenho que agradecer ao presidente Hugo Motta e a todos os outros líderes que apostaram em mim. A votação foi retumbante na comissão. Consegui aquilo que me propus a fazer. É um texto para dar essa vitória ao trabalhador brasileiro”, disse o parlamentar.

Foto: Agência Brasil/Lula Marques (Leo Prates e deputados após aprovação do parecer)

Entenda

A comissão aprovou a versão do relator Leo Prates para duas propostas que previam a redução da jornada semanal de trabalho:

• a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê 36 horas após um período de dez anos; e

• a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que prevê 36 horas semanais depois de um ano, introduzindo a escala 4x3 (quatro dias de trabalho e três de descanso).

O texto aprovado reduz, em duas etapas, a jornada de trabalho no Brasil das atuais 44 horas para 40 horas semanais da seguinte forma:

• 60 dias após a promulgação da PEC, a jornada cairá de 44 para 42 horas semanais;

• 12 meses depois, haverá nova redução, chegando a 40 horas semanais.

•LEIA MAIS: O que pode mudar para os trabalhadores com o fim da escala 6x1?

Forte pressão

Léo Prates adotou uma postura irredutível na relatoria da PEC. A forte pressão de setores econômicos e de deputados da oposição e do centrão tentou emplacar emendas que previam uma regra de transição de até 10 anos para a redução da jornada de trabalho.

Em meio à tramitação, o baiano chegou a declarar publicamente que preferia renunciar e deixar a relatoria do projeto a colocar a assinatura em um parecer favorável ao prazo de uma década.

Votação no plenário

Antes mesmo da aprovação do parecer de Léo Prates na comissão especial, Hugo Motta já havia colocado a PEC na pauta do plenário. A expectativa é que o texto seja votado ainda nesta quarta e, se aprovado, encaminhado para análise do Senado Federal.

Léo afirmou que continuará articulando apoio até o momento da votação.

“Continuamos debatendo e explicando o texto até a hora da votação. Se a gente puder ter 400 votos, vamos ter. Se forem 500, vamos ter”, concluiu.

Veja:
 

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