Lula cita defesa de Flávio de PM acusado de matar Ana Clara, e senador erra nome da mãe

A mãe de Ana Clara estava presente na plateia do debate realizado pela TV Globo

Por FolhaPress
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Lula cita defesa de Flávio de PM acusado de matar Ana Clara, e senador erra nome da mãe

Foto: Folha Press

VICTOR LACOMBE, ANA GABRIELA OLIVEIRA LIMA E ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA  - (FOLHAPRESS) - Em resposta à pergunta feita por Flávio sobre a retomada de territórios do crime organizado, em que o senador questionou o presidente sobre classificar facções criminosas como grupos terroristas, Lula citou o caso da menina Ana Clara. O policial militar acusado de matá-la em 2021, em Niterói, foi defendido por Flávio quando ele já era senador. Em réplica, Flávio se dirigiu à mãe de Ana Clara, mas errou seu nome, chamando-a pelo nome da filha. "Tenho a confiança de que não foi esse policial que deu esse tiro", afirmou o senador. 

Confiança

Flávio Bolsonaro (PL) afirmou durante debate da Globo nesta sexta-feira (23) ter "a confiança" de que o policial defendido por ele em processo que apura a morte da menina Ana Clara não foi o responsável pelo crime. 'Tenho a confiança de que não foi esse policial'', disse. Flávio integrou a defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de matar Ana Clara com um tiro de fuzil em Niterói, em fevereiro de 2021.

Em 2024, quando já era senador, Flávio constou como advogado que recorreu ao STJ para tentar reverter a decisão que determinou que o PM fosse a júri popular. O pedido foi negado, mas o caso segue sem julgamento. O episódio foi explorado no debate por Lula quando os candidatos trataram de segurança pública.

Bets e Segurança Pública 

No terceiro bloco, Lula e Flávio debatem bets e segurança pública. O presidente chamou Jair Bolsonaro de "pai do tigrinho", e Flávio, de "irmão". Também defendeu a proibição das bets, que, segundo ele, estavam se tornando um "inferno na vida das pessoas". Flávio depois escolheu o tema da retomada de territórios e lembrou as posições de Lula sobre saidinha e classificação de facções criminosas como organizações terroristas.

O presidente citou o caso de Ana Clara, menina de cinco anos morta por um tiro de fuzil, e mencionou a mãe da criança, que está presente no estúdio. Durante a discussão, Flávio confundiu o nome da mulher com o da menina, levando aliados de Lula na plateia a gritarem: "Ana Clara morreu".

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