Lula condena ataque dos EUA contra a Venezuela e a captura de Maduro: "Ultrapassam uma linha inaceitável"
Em declaração, o presidente classificou a ofensiva como "uma afronta gravíssima à soberania" do país sul-americano

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
O presidente Lula (PT) condenou o ataque militar realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela, confirmado pelo presidente Donald Trump, neste sábado (3). O gestor brasileiro classificou a ofensiva como "uma afronta gravíssima à soberania" do país sul-americano.
"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional, escreveu Lula em uma publicação no X (antigo Twitter).
"Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", complementou.
Segundo Lula, a condenação ao ataque dos EUA é "consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões".
O presidente brasileiro ainda disse que a ofensiva contra a Venezuela "lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz".
Lula finalizou afirmando que a Organização das Nações Unidas (ONU) "precisa responder de forma vigorosa" ao ataque e pôs o Brasil à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação entre os países.
Confira a publicação:
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
— Lula (@LulaOficial) January 3, 2026
Atacar países, em…
Entenda
O ataque à Venezuela foi confirmado pelo presidente Donald Trump neste sábado (3). Segundo o gestor, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados na ação.
Em comunicado, o regime venezuelano afirmou que o país sofreu ataques em diversas cidades, incluindo a capital, Caracas. Diante da situação, o país sul-americano declarou estado de emergência.
A ofensiva norte-americana ocorre após meses de ameaças e pressão militar na América Latina e no Caribe, sob a justificativa de combate ao tráfico de drogas.


