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Lula diz que enfrenta poderosos e Flávio Bolsonaro busca voto feminino em primeiro programa na TV

Presidente cumpriu agenda em Belo Horizonte neste sábado (29)

Por FolhaPress
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Lula diz que enfrenta poderosos e Flávio Bolsonaro busca voto feminino em primeiro programa na TV

Foto: TV Globo/Reprodução

CAIO SPECHOTO

O presidente Lula (PT), candidato a reeleição, buscou se apresentar como um político que enfrenta os poderosos no primeiro programa eleitoral na TV, veiculado na tarde deste sábado (29). Seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), priorizou o voto feminino.

"Lula é o único que enfrenta os poderosos e o sistema de privilégios", disse um locutor no programa do petista.

O presidente fez uma rápida apresentação de sua trajetória política. Ele mencionou Deus e buscou enquadrar seu atual governo como um período de reconstrução após uma fase turbulenta.

"Agradeço a Deus por ter sido generoso comigo. Chego a essa eleição mais forte mais preparado do que nunca. Recebemos um país destruído e foi preciso muito trabalho para colocar ele de pé novamente", declarou o petista.

O programa apresentou o mote da campanha de Lula: "O Brasil pronto para mais". A mensagem que o petista pretende transmitir é que seu terceiro mandato foi destinado a reorganizar o país, e que os avanços virão no eventual quarto mandato, por exemplo, o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso.

"A gente reconstruiu o Brasil, mas ainda não está satisfeito. Porque o Brasil está pronto para muito mais", afirma o presidente em um trecho do programa. Ele também menciona a soberania nacional, e um locutor fala em defender o país contra "os traidores da pátria".

Flávio Bolsonaro fez uma série de acenos às mulheres, que foram decisivas para a eleição de Lula em 2022 e que têm resistências ao bolsonarismo. Também buscou se colocar como um integrante menos radical da família Bolsonaro, com um depoimento de sua mulher, Fernanda.

"Reeduquei ele", afirma a mulher do candidato no programa eleitoral. "Não é à toa que você é o Bolsonaro moderado", afirma Fernanda.Flávio elogia o papel das mulheres no país. "O Brasil só vai vencer se as mulheres forem mais fortes e vencerem cada vez mais", diz o candidato. Ele afirma ainda que herdou o jeito da mãe, como parte de uma estratégia para se afastar da rejeição do eleitorado a seu pai, Jair Bolsonaro.

"Vou falar do Brasil real, do Brasil que a gente vive, do Brasil que está dominado pelas facções, [em] que as pessoas nunca tiveram tanto medo. Que as empresas estão quebrando, e as famílias, devendo. Onde a dúzia de ovos só tem 10. Onde a caixa de chocolate que vinha 20, agora vem 16", declarou o senador.

O parlamentar fez críticas a Lula, afirmando, por exemplo, que o candidato do PT apresentaria uma fantasia sobre a realidade brasileira no programa eleitoral. A maior parte do programa, porém, foi dedicada a promover a própria candidatura.

Ele afirma que "o Brasil não está bom do jeito que está", apresenta sua própria trajetória e diz que se preparou para ser presidente da República.

O espaço de Flávio Bolsonaro foi o terceiro no bloco de propagandas eleitorais na tarde deste sábado (29), seguido por Lula, que encerrou o horário eleitoral. Os primeiros 30 segundos do petista foram dedicados a comparar o histórico do adversário a uma ficha policial.

Lula tem o maior tempo nos blocos de propaganda eleitoral, com 5 minutos e 31 segundos. Flávio vem em seguida, com 4 minutos e 20 segundos. Os outros dois candidatos a presidente cujos partidos atingiram a cláusula de desempenho e têm direito a tempo de TV são Ronaldo Caiado (PSD), com 2 minutos e 2 segundos, e Augusto Cury (Avante), com 35 segundos.

Caiado manteve o foco na segurança pública em seu programa, além de investir no antipetismo e de promover sua própria gestão em Goiás, onde foi governador. "Quando o PT começou a invadir a terra de quem plantava, Caiado fez o que ninguém tinha coragem de fazer: foi o primeiro a enfrentar a esquerda", afirma a propaganda do candidato do PSD.

O programa eleitoral de Augusto Cury mostra imagens de desordem, e uma locução menciona casos conhecidos da política como o mensalão e as pedaladas fiscais, que embasaram o impeachment de Dilma Rousseff. "É isso que vocês querem? Mais quatro anos disso? Ou a gente para de gritar, senta, se escuta e cura esse país. Não tem cura sem escuta", afirma o candidato do Avante.

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