Lula diz que não assistirá julgamento de Bolsonaro: 'Tenho coisa melhor a fazer'

Julgamento da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente será aberto ao público

Por Da Redação
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Lula diz que não assistirá julgamento de Bolsonaro: 'Tenho coisa melhor a fazer'

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom e Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira (29), em entrevista à rádio Itatiaia, que não pretende assistir ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), previsto para a próxima semana. "Tenho coisa melhor para fazer", afirmou o presidente.

O julgamento da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente será aberto ao público e deverá ser transmitido ao vivo pela TV Justiça e também para outros canais interessados.

Lula endossou a ligação do ex-presidente com os planos golpistas e refutou os pedidos de anistia.

"O homem [Bolsonaro] não foi nem julgado. Ele já tá querendo anistia? Ele já tá dizendo que é culpado e quer ser perdoado? Não! Ele tem que primeiro provar a inocência dele", questionou o presidente em entrevista à Rádio Itatiaia.

O julgamento de Bolsonaro terá início na próxima terça-feira (2) e deverá durar duas semanas, com cinco sessões agendadas, até o dia 12 de setembro.

Bolsonaro e os demais réus poderão ser condenados caso três ministros votem a favor da tese de acusação. Caso a maioria se posicione pela condenação, os ministros definem em seguida a chamada dosimetria, ou seja, qual tempo cada réu deverá cumprir de pena a partir do entendimento caso cometam cada crime.

"Ele que prove que é mentira", seguiu Lula. "Ele que prove que não tinha caminhão com bomba no aeroporto de Brasília. Ele que prove que ele não tinha um plano arquitetado pra matar o Lula, pra matar o [vice-presidente Geraldo] Alckmin, pra matar o [ministro do STF] Alexandre de Moraes."

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a condenação de todos os réus. Ela lista cinco crimes: liderar organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado.

A condenação ou absolvição acontecerá com voto da maioria de três dos cinco ministro da Turma. Um pedido de vista do processo não está descartado. De acordo com regimento interno, qualquer integrante da Corte poderá solicitar mais tempo para poder analisar o caso e suspender o julgamento. Entretanto, o processo necessita ser devolvido para julgamento em até 90 dias.

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