Lula e Flávio adotam novas estratégias para o último debate antes do 2° turno das eleições
O objetivo é convencer os eleitores indecisos.

Foto: Renato Pizzutto/Band.
As campanhas dos candidatos à Presidência da República Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) organizaram novas estratégias para o debate que ocorre nesta sexta-feira (23), na TV Globo, com o objetivo de virar votos dos indecisos.
As mudanças ocorrem em meio as repercussões do debate promovido pela TV Bando no último domingo (18) e os resultados da última pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (21), que mostrou o crescimento do percentual de indecisos de 7% para 14%.
No lado do presidente Lula, as novas estratégias incluem a redução de confrontos direitos com adversário, bem como reações a provocações e improvisos.
Em contrapartida, as orientações são para que o presidenciável foque mais na apresentação as propostas de governo, melhore a administração do tempo de respostas, bem como corrija seu posicionamento no palco com o objetivo de que não erre as câmaras e evite que Flávio fique atrás dele no enquadramento, como ocorreu no outro debate.
Outra orientação ao candidato é que questões envolvendo o Flávio sejam exploradas, a exemplo da sua relação como o advogado Willer Tomaz.
Além disso, o presidente tem trabalhado com uma fonoaudióloga para tratar a rouquidão e com uma consultora de imagem.
Do lado de Flávio Bolsonaro, as principais estratégias incluem a diminuição do tom, dos confrontos e de atitudes que possam ser consideradas desrespeitosas contra Lula, que tem 80 anos. A apresentação de propostas também faz parte das orientações recebidas pelo bolsonarista.
Ademais, Pablo Marçal foi afastado da campanha. Responsável pela preparação de Flávio para o último debate, o empresário é apontado por aliados como um dos culpados pela queda na intenção de votos.
O debate, marcado para começar às 21h20, será mediado pelo jornalista César Tralli e vai contar com quatro blocos.


