Lula se reúne com Motta e Alcolumbre para discutir pautas prioritárias
Encontro entre os líderes deve ocorrer na tarde desta quarta-feira (26)

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne nesta quarta-feira (26), no Palácio da Alvorada, com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O encontro ocorre em meio à articulação do governo para destravar pautas consideradas prioritárias no Congresso.
Entre os principais assuntos está a medida provisória que zera o imposto de importação para compras de até US$ 50, conhecida como "taxa das blusinhas". O texto perde a validade em 8 de setembro se não for votado pelo Congresso.
Lula tem defendido publicamente a aprovação da medida e afirmou que espera anunciar o fim da cobrança após a reunião com os presidentes das duas Casas. O governo avalia que uma eventual retomada do imposto poderia gerar desgaste político às vésperas das eleições.
Outras pautas
Além da medida sobre as compras internacionais, o governo pretende avançar em outras propostas antes do período eleitoral. Entre elas estão:
• PEC que prevê o fim da escala 6x1;
• PEC da Segurança Pública;
• projeto de lei sobre minerais críticos;
• projeto que cria o Redata.
As PECs da escala 6x1 e da Segurança Pública foram encaminhadas por Alcolumbre à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última semana, após meses paradas.
O senador Omar Aziz (PSD-AM) será relator da proposta sobre a escala 6x1 e pretende apresentar o parecer até 31 de agosto. Já o senador Rogério Carvalho (PT-SE) é o relator da PEC da Segurança Pública e apresentou parecer favorável à aprovação.
A articulação ocorre antes do último período de esforço concentrado do Congresso, previsto para a próxima semana, entre 31 de agosto e 3 de setembro. A intenção é acelerar a votação de projetos antes das eleições de outubro.
A reunião também ocorre após uma reaproximação entre Lula e Alcolumbre, que ficaram afastados por cerca de três meses após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).


