• Home/
  • Notícias/
  • Eleições /
  • Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro, 42% em votos válidos na véspera do 1º turno, mostra Datafolha

Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro, 42% em votos válidos na véspera do 1º turno, mostra Datafolha

As 4.006 entrevistas deste levantamento, encomendado pela Folha e pela TV Globo, foram feitas neste sábado (3).

Por FolhaPress
Às

Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro, 42% em votos válidos na véspera do 1º turno, mostra Datafolha

Foto: SEAUD/PR | Waldemir Barreto/Agência Senado

IGOR GIELOW - (FOLHAPRESS) - Em pesquisa feita pelo Datafolha na véspera do primeiro turno da eleição deste ano, Lula (PT) registra 45% das intenções de votos válidos, ante 42% de Flávio Bolsonaro (PL), uma situação de empate técnico. Na pesquisa anterior, divulgada na quinta-feira (1), o presidente marcava 45% e o senador, 40%.Voto válido é como a Justiça Eleitoral realizará o escrutínio no pleito deste domingo (4): excluindo quem optou por branco ou pressionou número inexistente na urna, anulando o sufrágio. No caso das pesquisas, são retirados da conta também aqueles que se declaram indecisos.

Para um candidato vencer no primeiro turno, ele precisa ter 50% dos votos válidos mais um. Levantamentos são indicadores do momento do eleitorado, não projeções, e o resultado é multifatorial, dependendo de abstenção, movimentos de última hora e tendências não reveladas.
As 4.006 entrevistas deste levantamento, encomendado pela Folha e pela TV Globo, foram feitas neste sábado (3). O registro do trabalho na Justiça Eleitoral tem o código BR-01708/2026.

O principal fato político da quinta para cá foi a grande confusão em torno do debate final do primeiro turno na TV Globo, cancelado na quinta à noite após duas decisões judiciais alterarem as regras combinadas previamente.

Flávio acusou os ministros do Supremo Gilmar Mendes e do Tribunal Superior Eleitoral Estela Aranha de agir em favor de Lula. O primeiro permitiu a participação de Renan após Zema conseguir o mesmo, e a segunda proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio com o nome de Lula.
O presidente havia desistido de participar, alegando que o formato favorecia um bombardeio de ataques contra si e desqualificando Flávio e outros rivais.

Petistas, por sua vez, dizem que Flávio então desistiu de participar por temer o confronto com o franco-atirador Renan. Flávio e Lula se acusaram mutuamente de terem fugido do debate em entrevistas e por meio de apoiadores nas redes sociais. Outro fator, no caso levantado pelo campo lulista, é a suspeita acerca do comportamento de Donald Trump. Próximo do bolsonarismo, o presidente americano diz que "acompanha de perto" a eleição, mas seu governo rejeita suspeitas de ingerência direta.

A decisão agora sobre a acirrada corrida de 2026 está na mão dos 158,7 milhões de brasileiros aptos a ir às urnas. A abstenção, que ficou pouco acima de 20% em 2022, é uma preocupação especial no PT, dada a prevalência de eleitores de Lula em grupos que tradicionalmente faltam mais, como os menos instruídos. A corrida eleitoral estável vinha sendo marcada por um fator exógeno na política importante, mas que não alterou significativamente as intenções de voto: a crise no Supremo Tribunal Federal, com ministros se acusando mutuamente de fazer serviço político para Lula ou Flávio no manejo dos casos envolvendo o Banco Master.

Do ponto de vista de imagem, o mais atingido foi Alexandre de Moraes, muito próximo do Planalto desde que comandou o processo que levou Bolsonaro à cadeia no ano passado. As relações do ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ainda serão objeto de escrutínio pela corte, que não conseguiu debatê-las em uma caótica sessão suspensa há duas semanas.

Com o episódio da Globo, o Judiciário voltou ao palco, desta vez no sentido de interferência direta. No meio-tempo, Lula tomou a dianteira política ao promover medidas populares como o fim das bets e o reajuste do Bolsa Família.

Além disso, sua campanha surfou na onda causada pela fake news de que Flávio cassaria o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Já no levantamento divulgado na quinta, Lula havia oscilado cinco pontos para cima no segmento, enquanto Flávio se beneficiou com ganho semelhante entre evangélicos.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:redacao@fbcomunicacao.com.br
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário

Nome é obrigatório
E-mail é obrigatório
E-mail inválido
Comentário é obrigatório
É necessário confirmar que leu e aceita os nossos Termos de Política e Privacidade para continuar.
Comentário enviado com sucesso!
Erro ao enviar comentário. Tente novamente mais tarde.