Mãe do menino Henry segue recebendo salário como professora da rede municipal do Rio de Janeiro
Prefeitura aguarda conclusão do caso para decidir o futuro de Monique Medeiros

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo
Monique Medeiros, mão do menino Henry Borel, de 4 anos, morto em 2021, seguiu recebendo salários como professora na rede pública municipal. A Prefeitura do Rio de Janeiro informou que, por lei, os pagamentos só podem ser suspendidos com a decisão da Justiça quanto a condenação ou não pelo homicídio da criança.
O tribunal do Júri que decide se Monique e o ex-vereador Jairo Santos, o Dr. Jairinho, são responsáveis pela morte da criança foi adiado na última semana.
Em 2021, quando ocorreu o crime e Medeiros foi presa, o município abriu um processo administrativo contra a servidora que chegou a ser afastada de suas funções. No final de 2022, quando esteve em liberdade, ela retornou as atividades trabalhando em uma função administrativa na secretaria municipal de educação. Em 2023, voltou a ser afastada por suspeita de irregularidades no preenchimento do ponto.
Monique tem recebido um salário bruto de R$ 3,1 mil. Na segunda-feira (23), a Justiça concedeu liberdade provisória para a servidora. Com o adiamento do Júri, ela seguirá recebendo os pagamentos até que uma nova sessão seja marcada.


