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Mais de 600 obras de artistas negros são devolvidas ao Brasil na maior repatriação já realizada no país

Obras ficarão no Museu Nacional da Cultural Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador

Por Da Redação
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Mais de 600 obras de artistas negros são devolvidas ao Brasil na maior repatriação já realizada no país

Foto: Divulgação

O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), localizado no Centro Histórico de Salvador, anunciou nesta segunda-feira (26) a maior repatriação de obras de arte já realizadas no Brasil. Ao todo, 66 peças de artistas afro-brasileiros, que integravam uma coleção privada de duas estadunidenses ao longo de mais de 30 anos, passaram a compor o acervo da instituição. 

As obras chegaram a Salvador no dia 12 de janeiro, após processo logístico internacional, que envolveu embalagem especializada, adequação às normas de conservação museológica, trâmites alfandegários e transporte técnico especializado. 

O evento contou com a presença de artistas e autoridades, como a ministra e cantora Margareth Menezes, o presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge Rodrigues, e a presidenta do Instituto Brasileiros de Museu (Ibram). 

Segundo o Muncab, as peças foram doadas pelas colecionadoras, que tinham adquirido tudo legalmente. Pinturas, esculturas, fotografias, xilogravuras, arte sacra, gravuras, estampas e outras tipologias integram o acervo. 

Para o museu, a repatriação significa um marco para o campo das artes visuais, da museologia e da cultura brasileira, ao reverter o fluxo histórico de saída, apagamento e dispersão de obras produzidas por artistas negros, muitas vezes excluídos dos circuitos institucionais, do mercado e da historiografia oficial da arte. 

Entre os artistas presentes na coleção estão nomes fundamentais da produção afro-brasileira, como J. Cunha, Goya Lopes, Zé Adário, Lena da Bahia, Raimundo Bida, Sol Bahia, Manoel Bonfim, entre muitos outros, abrangendo diferentes gerações, territórios e linguagens artísticas.

O local é um espaço de preservação da cultura de matriz africana e destaca a forte influência na construção do Brasil. São trabalhos que falam da identidade negra, da África e de outras questões históricas, como o tráfico de pessoas escravizadas, a resistência negra e as contribuições para a música, os esportes e a culinária. 
 

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