Manter pessoa em estado vegetativo em casa pode custar R$ 20 mil
Despesas incluem enfermagem, equipamentos, medicamentos e adaptações na residência

Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Manter em casa uma pessoa em estado vegetativo pode custar mais de R$ 20 mil por mês. O valor inclui despesas com profissionais de saúde, equipamentos hospitalares, medicamentos, materiais de higiene, alimentação por sonda e adaptações na residência.
O custo e a complexidade desses cuidados ganharam destaque após a morte, em agosto de 2026, do boxeador Prichard Colón. O atleta passou 11 anos em estado vegetativo depois de sofrer graves lesões durante uma luta em 2015.
Entenda: onde o dinheiro é gasto?
Profissionais de saúde
Uma das principais despesas é com a equipe de enfermagem. Pacientes que precisam de cuidados 24 horas podem necessitar de técnicos de enfermagem em diferentes turnos ao longo do dia.
Fisioterapeutas e fonoaudiólogos também podem fazer parte do atendimento, principalmente para prevenir problemas respiratórios, perda de força muscular e dificuldades na alimentação.
Equipamentos
A residência pode precisar de cama hospitalar, colchão especial, aparelho para fornecer oxigênio, aspirador de secreções e equipamentos para acompanhar os sinais vitais. Os aparelhos podem ser comprados ou alugados e também exigem manutenção.
Medicamentos e materiais
Fraldas, luvas, sondas, materiais de higiene e medicamentos de uso contínuo geram despesas todos os meses. Para pacientes que não conseguem se alimentar normalmente, a dieta administrada por sonda também pesa no orçamento.
Adaptações na residência
A casa também pode precisar passar por mudanças para receber o paciente com segurança. Entre as adaptações estão rampas, portas mais largas, mudanças no banheiro e espaço adequado para a cama e os equipamentos hospitalares.
O que o SUS oferece?
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece serviços de atendimento domiciliar, como o programa Melhor em Casa. O serviço atende pacientes que precisam de cuidados em casa, de acordo com a avaliação da equipe de saúde e a estrutura disponível em cada município.
Quando o atendimento público ou o plano de saúde não cobre todas as necessidades, a família pode buscar a Justiça para tentar obter medicamentos, equipamentos, insumos ou profissionais. Sem esse suporte, os custos podem acabar sendo pagos pelos próprios familiares, comprometendo a renda e as economias da casa.


