Maple Bear Busca Vida adere ao Programa Escola Azul e integra cultura oceânica ao currículo escolar!
Alinhado ao ODS 14, a iniciativa apoiada pela UNESCO passa a fazer parte do ensino da escola a partir de 2026, conectando educação e preservação dos oceanos

Foto: Divulgação
Conservar e promover o uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos até 2030 é um dos compromissos globais estabelecidos pela ONU por meio do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS 14) — Vida na Água. Mais do que uma meta ambiental, o desafio também passa pela educação, com a formação de cidadãos mais conscientes desde a infância. É nesse contexto que a Maple Bear Busca Vida, localizada no Litoral Norte da Bahia, se tornou a primeira escola de Camaçari a aderir ao Programa Escola Azul, iniciativa internacional apoiada pela UNESCO que propõe levar a cultura oceânica para dentro das escolas de forma contínua, interdisciplinar e conectada à realidade dos estudantes. A partir de 2026, a escola passa a integrar a rede global e a incorporar o tema ao currículo por meio do projeto “Sea Friends/Amigos do Mar”. Na prática, isso significa que o oceano deixa de ser um assunto restrito a datas específicas e passa a fazer parte do cotidiano pedagógico, sendo trabalhado em diferentes áreas do conhecimento, como ciências, artes, literatura e desenvolvimento socioemocional. O projeto ganha ainda mais relevância por nascer da relação direta da comunidade escolar com a costa baiana, já que muitos alunos vivem em regiões litorâneas e têm o ambiente marítimo como parte do seu cotidiano. A iniciativa segue as diretrizes do Programa Escola Azul, que incentiva a inserção da cultura oceânica de forma transversal no currículo escolar, promovendo a conexão entre ciência, sustentabilidade e sociedade, além de estimular o pensamento crítico e o engajamento da comunidade escolar. Inserido no contexto global da Década do Oceano (2021–2030), o programa reforça a importância de aproximar a educação na construção de soluções para a preservação marinha. As atividades são adaptadas para cada faixa etária, com início na Educação Infantil e expansão progressiva para outras etapas de ensino.
"Estamos investindo continuamente na formação da nossa equipe docente, para garantir que as ações do projeto sejam intencionais, consistentes e realmente transformadoras, indo além de práticas superficiais e promovendo uma compreensão crítica e significativa", afirma a diretora da Maple Bear Busca Vida, Livia Fonseca (foto acima). Para integrar o programa, a instituição de ensino precisa passar por um processo rigoroso. A Maple Bear Busca Vida passou pela aprovação que incluiu a submissão de um projeto pedagógico detalhado por meio de formulário oficial, no qual são descritas as estratégias de implementação da cultura oceânica na escola. A certificação reconhece o compromisso da instituição com ações educativas de longo prazo e alinhadas aos princípios internacionais da iniciativa. Segundo a coordenadora pedagógica da unidade, a proposta vai além do conteúdo em sala de aula e busca provocar uma mudança de comportamento. “A proposta está totalmente conectada ao ODS 14, porque trabalhamos o entendimento de que o oceano faz parte da nossa vida. Não é um conteúdo isolado, é um olhar que atravessa tudo o que é trabalhado em sala”, afirma Camila Peixoto (foto abaixo). “Nosso objetivo é que as crianças cresçam mais conscientes e levem esse aprendizado para dentro de casa, influenciando também as famílias.
Quando elas começam a questionar hábitos, percebemos que o impacto vai muito além da escola”, completa. Inicialmente estruturado para um ano, o projeto tem caráter contínuo e deve se expandir gradualmente, acompanhando o engajamento dos alunos e a evolução das atividades. A expectativa é que, com o amadurecimento da iniciativa, a cultura oceânica avance ainda mais dentro da escola, com potencial para ser integrada de forma estruturada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ampliando seu alcance para todas as etapas de ensino.


