Marcelo Freixo aciona Justiça Eleitoral contra Meta por suspeita de favorecer Flávio no 2° turno
Na representação, deputado federal eleito pede investigação sobre possível interferência eleitoral

Foto: Roque de Sá/Agência Senado
O deputado federal eleito Marcelo Freixo (PT-RJ) acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral nesta quarta-feira (14) e pediu uma investigação contra a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, por suspeita de interferência no segundo turno da eleição presidencial.
Na representação encaminhada ao procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, ele acusa a empresa de tratar de forma diferente pedidos de criação de imagens de campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Testes realizados mostraram, segundo Freixo, que a inteligência artificial Meta AI, integrada ao WhatsApp, gerou uma imagem de campanha para Flávio, mas recusou um pedido semelhante com o nome de Lula.
“A do Flávio 22 passou e a do Lula 13 o sistema não deixou gerar nas duas tentativas que fiz. Estão interferindo na eleição brasileira. A Meta está fazendo de tudo para que Flávio Bolsonaro seja eleito e Lula derrotado. Isso é crime”, afirmou.
As solicitações foram feitas tanto pelo WhatsApp Web quanto pelo celular, com a alteração apenas do nome e do número dos candidatos.
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Freixo acusa Meta de interferência eleitoral
Para Freixo, o episódio exige uma apuração sobre o papel das plataformas digitais na campanha presidencial, já que milhões de brasileiros utilizam serviços da empresa para se informar e trocar mensagens.
“Hoje, a maior parte da população consome informações políticas por meio das redes sociais da Meta e acredita que está utilizando uma plataforma neutra. Estamos vendo nesta eleição como isso não é verdade”, disse.
O deputado também criticou a atuação da empresa e citou a relação de seu proprietário, Mark Zuckerberg, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“É uma empresa estrangeira que escolheu um lado. Seu dono, Mark Zuckerberg, é aliado de Trump, que tem agido de forma explícita para interferir em nossa eleição. Nossa Constituição e nossa lei eleitoral são claras sobre a ilegalidade da interferência estrangeira em nossa eleição”, afirmou o deputado eleito.
Quais irregularidades Freixo pede para investigar?
A representação sustenta que, caso seja comprovado o tratamento desigual entre os candidatos, a oferta de recursos de criação de material publicitário a apenas um deles pode configurar irregularidades eleitorais.
Entre as possíveis infrações citadas estão:
•Abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, com base no artigo 22 da Lei Complementar nº 64/1990;
•Doação estimável em dinheiro de origem estrangeira ou proveniente de pessoa jurídica, hipótese vedada pela legislação eleitoral, conforme o artigo 24, inciso I, da Lei nº 9.504/1997;
•Impedimento do exercício da propaganda eleitoral, crime previsto no artigo 332 do Código Eleitoral.


