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Maria Clara Seixas aponta impactos da Inteligência Artificial na estrutura do Direito

Advogada defende debate sobre ética, governança e uso estratégico da tecnologia no sistema jurídico

Por Da Redação
Às

Atualizado
Maria Clara Seixas aponta impactos da Inteligência Artificial na estrutura do Direito

Foto: FB Comunicações

Em novo episódio do Sobretudo, apresentado por Matheus Oliva, recebeu a especialista em Direito Digital e Inteligência Artificial, Maria Clara Seixas, para discutir os efeitos da tecnologia no campo jurídico. Durante a conversa, que foi ao ar no dia 09 de abril, a convidada analisou as transformações provocadas pela Inteligência Artificial tanto na rotina dos profissionais quanto na dinâmica do sistema de Justiça.

Ao abordar o tema, Seixas destacou que o uso da tecnologia ainda é visto de forma limitada por parte da advocacia. "As pessoas ainda não perceberam que o impacto da Inteligência Artificial no setor jurídico, o impacto que tem em você produzir uma peça mais rápido, é a pontinha de uma esperga. É um brinquedinho que a Inteligência Artificial pode fazer."

A especialista ressaltou que as mudanças vão além da automação de tarefas e atingem a própria lógica do Direito. "A gente está falando de impacto em todo o sistema jurídico. Então, toda a racionalidade do direito, a criação de um devido processo tecnológico, CPC antigo não vai mais valer só."

Ela também chamou atenção para o uso da Inteligência Artificial no Judiciário e possíveis impactos dessa aplicação. "A gente precisa entender quais são as tecnologias que estão sendo utilizadas dentro do processo, dentro do juiz que decide, usando Inteligência Artificial."

Outro ponto destacado foi a necessidade de regulamentação e organização no uso dessas ferramentas. "A gente tem que pensar muito mais em não só usos pontuais de ferramentas, mas em uma governança dessas ferramentas."

Segundo Seixas, a adoção estratégica da tecnologia pode contribuir para a melhoria dos serviços jurídicos. "Para melhorar o nosso serviço, não só ganhar produtividade, mas ter um produto que vai conseguir perceber nuances que a gente não tinha percebido."

A advogada conclui que o setor ainda precisa avançar na compreensão do potencial da Inteligência Artificial e na forma como ela pode ser integrada de maneira mais ampla e responsável à prática jurídica.

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