• Home/
  • Notícias/
  • Justiça/
  • Master contactou escritório da família Moraes sobre operação com fundos de previdência

Master contactou escritório da família Moraes sobre operação com fundos de previdência

Banco de Vorcaro consultou escritório de esposa de Moraes para tratar de Regimes Próprios de Previdência Social

Por Da Redação
Às

Master contactou escritório da família Moraes sobre operação com fundos de previdência

Foto: Rosinei Coutinho/STF | Reprodução

No período que já enfrentava crise no mercado, o Banco Master entrou em contato com o escritório de advocacia Barci de Moraes, da família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para consulta sobre os riscos envolvendo a captação de dinheiro por meio de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), os fundos previdenciários de servidores de estados e prefeituras.

As informações foram divulgados pelo Portal Metrópoles, e mostram que um parecer assinado em julho de 2024 por três advogadas da banca da família Moraes, entre elas uma filha e uma cunhada do ministro, indicava que o banco de Daniel Vorcaro estava "apto para captar recursos de RPPS", mas alertava para os riscos de corrupção e conflito de interesse nas operações.

A consulta ao escritório Barci de Moraes foi feita pelo então superintendente de compliance do Master, Fabio de Souza Castanheira, quando o banco já enfrentava crise de credibilidade que podia afetar seus esforços para captação de valores via RPPS.

A Caixa Econômica Federal detectou papéis atípicos e de alto risco no banco, e vetou a compra de R$ 500 milhões em letras financeiras da instituição. O Ministério Público Federal (MPF), argumenta que os valores captados via RPPS, entre outubro de 2023 a dezembro de 2024, garantiram a sustentação do Master após o veto da Caixa.

O escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, firmou contrato de R$ 129 milhões com o banco de Vorcaro em fevereiro de 2024, relacionado ao parecer.  Ao todo, o Master declarou ter pago R$ 80,2 milhões ao escritório da família Moraes, em 22 parcelas mensais de R$ 3,6 milhões pagas entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.

A Polícia Federal (PF), lançou ao menos quatro grandes operações contra aplicações suspeitas de RPPS em letras financeiras e fundos de investimento do Banco Master. A maior delas envolveu investimentos de R$ 3,6 bilhões do Rioprevidência.

Até o momento, o escritório Barci de Moraes não se pronunciou sobre a consulta

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:redacao@fbcomunicacao.com.br
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário

Nome é obrigatório
E-mail é obrigatório
E-mail inválido
Comentário é obrigatório
É necessário confirmar que leu e aceita os nossos Termos de Política e Privacidade para continuar.
Comentário enviado com sucesso!
Erro ao enviar comentário. Tente novamente mais tarde.