MEC aciona PF para investigar ameaças a estudantes após reeleição de Lula
Casos aconteceram em todo Brasil, no RJ crianças foram expostas com fotos alteradas por IA

Foto: Reprodução/ Redes Sociais
O Ministério da Educação (MEC) solicitou que a Polícia Federal (PF) investigue as ameaças direcionadas contra universidades federais, estudantes e professores por motivos de divergências políticas.
A pasta também acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para adoção de medidas cabíveis.
Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último domingo, casos de violência e ataques foram registrados. Os episódios incluem intimidações, comentários, preconceitos e exposição de imagens de menores.
No Rio de Janeiro, crianças que participaram de uma manifestação tiveram fotos retiradas da página de familiares e foram divulgadas em páginas de extrema direita. Uma das imagens foi alterada por Inteligência Artificial (IA) para ridicularizar os alunos.
Os estudantes fizeram o trajeto entre a Candelária e a Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro, e reuniram professores e responsáveis de escolas públicas e particulares. Posteriormente, as crianças receberam comentários ofensivos, além da reprodução de imagem de forma depreciativa.
Foto: rede sociais
Em Minas Gerais, dois estudantes de Medicina, de 19 anos, do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac), em Araguari (MG), são investigados pela instituição após divulgarem áudios com ofensas a colegas bolsistas do Prouni e beneficiários do Fies em um grupo de WhatsApp, após a vitória de Lula.
Os alunos foram ofendidos pelo trabalho que fazem, vendendo trufas e outros produtos para custear os estudos no estado de Minas.
O Imepac repudiou as manifestações de intolerância política e discriminação socioeconômica e abriu um processo administrativo disciplinar para apurar o caso.
Outros episódios foram relatados em escolas em São Paulo, Paraná e no Distrito Federal.


