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Membro do Baralho do Crime é preso após fazer própria família refém na RMS

Luiz Henrique chegou a ser um dos principais alvos da "Operação Licuri", em 2023, por envolvimento com uma organização criminosa.

Por Da Redação
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Membro do Baralho do Crime é preso após fazer própria família refém na RMS

Foto: Reprodução/SSP

Um homem, apontado como integrante do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) , foi preso nesta segunda-feira (1º) após fazer a mulher e os filhos reféns. A prisão ocorreu no bairro Itinga, em Lauro de Freitas, durante a Operação Hunt, iniciativa permanente voltada à localização e captura de alvos prioritários da segurança pública. 

Luiz Henrique Santos Souza, vulgo "Demorô" e "Rick" era o Quatro de Ouros da ferramenta. Na tentativa de escapar, ele reagiu e ameaçou a própria família. Por volta das 7h, Luiz Henrique se entregou. Com ele, os agentes apreenderam uma arma. Ninguém ficou ferido. Ele é apontado como líder do tráfico de drogas nas localidades de Conqueiral, Baixada e Nativo, no bairro do Rio Sena, em Salvador. 

Segundo a SSP, Luiz Henrique foi autuado em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo de uso restrito e cárcere privado. Após os procedimentos legais, ele foi apresentado à unidade policial e permanece à disposição do Poder Judiciário. 

Ele foi incluído no Baralho em dezembro de 2024, e era procurado desde então por organização criminosa, tráfico de drogas e associação com o tráfico, com dois mandados de prisão. Apesar de ter cumprido parte da pena na Colônia Lafayete Coutinho, Luiz continuou comandando atividades ilícitas. 

Ainda conforme a SSP, entre as funções de Luiz estavam a gestão da distribuição de drogas, arrecadação de lucros do tráfico e controle dos estoques nos pontos de venda. Após receber o benefício da saída temporária durante o feriado da Semana Santa, em abril de 2023, “Demorô” não retornou à prisão. Desde então, ele é considerado foragido.

Luiz ainda chegou a ser um dos principais alvos da "Operação Licuri", em 2023, iniciada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As investigações confirmaram o envolvimento dele com uma organização criminosa voltada para o tráfico de drogas e a reponsabilidade por ordenar ações violentas contra traficantes rivais. 

As investigações também apontaram ele como o articulador de diversos homicídios ocorridos no Rio Sena, resultado de disputas pelo controle do território. 
 

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