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Mendonça vê 'contornos de máfia' na atuação de publicitário com Vorcaro contra jornalistas e CEO do Itaú

Milton Maluhy Filho, e a jornalista Malu Gaspar eram apontadas pelo dono do Master como 'obstáculos'

Por Da Redação
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Mendonça vê 'contornos de máfia' na atuação de publicitário com Vorcaro contra jornalistas e CEO do Itaú

Foto: Reprodução

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o responsável por autorizar mais uma fase da Operação Compliance Zero, que teve como alvo o publicitário Thiago Miranda, e destacou o "grau de periculosidade da organização, conferindo-lhe contornos de máfia". 

Miranda agiu com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para intimidar o CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, e a jornalista Malu Gaspar, colunista do GLOBO, apontadas como "obstáculos" do banqueiro. 

Conforme a apuração, Vorcaro pediu ao publicitário a elaboração de um dossiê contra o presidente do Itaú e que os investigados usaram uma plataforma de venda de dados não autorizados para levantar informações e encontrar "elementos potencialmente desabonadores". 

Mendonça não especifica as datas que ocorreram as conversas, mas o blog Malu Gaspar informou que os diálogos são de fevereiro de 2025, um mês antes do anúncio da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). Nesta época, o Itaú pressionava o Banco Central para que o cerco fosse apertado contra a instituição de Vorcaro.

Mensagens obtidas pela PF mostram que Vorcaro pediu a Miranda um dossiê com “informações confidenciais” sobre o CEO e de sua mulher, Camila Moretti Maluhy.

“Estou precisando fazer um levantamento do Milton Maluhy. Está me causando muito problema”, escreveu Vorcaro ao publicitário. “Deixa comigo”, respondeu Miranda.

Em outra conversa, Miranda confirma que o material já estava pronto, mas que queria veicular as informações "por outro veículo". “Passando o carnaval falamos. Estou com tudo pronto do Milton. Mas quero fazer da mesma forma. Soltar por outro veículo”, disse.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os investigadores encontraram um dossiê institutlo “Família Maluhy Relatório sobre Execução Fiscal — Caso Milton Maluhy Filho e Camila Moretti Maluhy”, que apontava "informações confidenciais" sobre a família. 

Ao solicitar a operação de quinta-feira, a PF disse que Miranda e Vorcaro agiram para “proteger o núcleo dirigente da organização criminosa; manipular a opinião pública; coagir, intimidar e violar dados sigilosos de jornalistas, concorrentes e pessoas ligadas ao presidente do Banco Central”.

“Observando-se latente abuso ao buscar informações de cunho familiar para atingir os objetivos de intimidação e coação, em cenário apto a configurar a potencial prática do crime previsto no art. 154-A do Código Penal”, disse, citando crime de invasão de dispositivo informático.

Com informações do jornal O GLOBO

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