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Uma das principais vitrines de barcos no Sul reúne cúpula política em polo náutico que movimenta R$ 1,5 bi ao mês em salários!

Aos detalhes...

Por Michel Telles
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Uma das principais vitrines de barcos no Sul reúne cúpula política em polo náutico que movimenta R$ 1,5 bi ao mês em salários!

Foto: Divulgação

O que começou com o Salão Náutico idealizado pela própria Marina Itajaí se transformou em uma das principais vitrines da indústria e palco para debates sobre o setor incluindo temas como sustentabilidade, eventos, infraestrutura e tributação. 

O Marina Itajaí Boat Show, que encerrou sua 4ª edição com sucesso chancelada pelo Grupo Náutica (e que com as 5 edições do Salão Náutico anteriores já soma mais de 200 mil visitantes ao longo da história do evento), provou que a náutica deixou de ser um nicho restrito para proprietários de embarcações de lazer para se tornar uma pauta prioritária governamental e já faz parte do estilo de vida da cidade. 

Nessa edição, os debates promovidos no Náutica Talks deram espaço ao poder público e atraíram inúmeras autoridades entre elas: o senador Esperidião Amin, presidente da Frente Parlamentar da Economia do Mar; o prefeito de Itajaí, Robison Coelho e secretários; autoridades da Marinha do Brasil e do Porto de Itajaí; além de Eduardo Colunna e Mané Ferrari, presidentes da Acobar (Associação Brasileira dos Construtores de Barcos) e Acatmar (Associação Náutica Brasileira), respectivamente, e prefeitos de municípios vizinhos costeiros. 

O centro dessas discussões foi uma grande novidade da feira: o JAQ H1 (iniciativa do Grupo Náutica em parceria com a GMW Hydrogen). O barco laboratório de 36 metros de comprimento, movido a hidrogênio verde, escolheu a Marina Itajaí para sua estreia no Sul do país após ter sido destaque global na COP30. Com auditório para 40 pessoas, foi o palco onde as autoridades debateram as necessidades de fomento do setor.

Entre as discussões, a possível implantação de IPVA para embarcações no Brasil foi um dos principais focos. Representantes do setor alertaram para o exemplo da Itália, onde uma taxação semelhante teria provocado queda de cerca de 90% na demanda interna e levado diversos estaleiros ao fechamento. Embora o imposto tenha sido posteriormente revogado, os impactos já haviam comprometido a cadeia produtiva.

A força da "Economia Azul"

Levantamentos apresentados durante o boat show catarinense revelam que as atividades ligadas ao uso produtivo do mar em Santa Catarina já geram uma massa salarial superior a R$ 1,5 bilhão por mês.

Segundo os dados apresentados da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), a economia do mar emprega atualmente cerca de 250 mil profissionais — o equivalente a 8,5% de toda a força de trabalho formal catarinense. Apenas no último ano analisado, o setor foi responsável por criar quase 6 mil novas vagas com carteira assinada, absorvendo 13% do saldo total de empregos do estado.

A região da Foz do Rio Itajaí concentra 18% da mão de obra do setor. Nos primeiros quatro meses de 2026, Itajaí liderou as exportações nacionais de barcos de esporte e lazer, movimentando US$ 4,3 milhões, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Comex Stat).

A visão além do balcão de vendas

A consolidação desse ecossistema em Itajaí é resultado da estratégia cultural adotada pela Marina Itajaí desde a sua fundação, em 2016. A estratégia visionária do diretor da Marina Itajaí Carlos Gayoso de Oliveira foi apostar em um cenário que não mirasse apenas o comprador de barcos. Ao abrir as portas para a comunidade e os visitantes, integrando praças gastronômicas e áreas de convivência, a marina transformou o mercado náutico brasileiro em uma âncora cultural, consolidando o lifestyle litorâneo da cidade.

O local também virou reduto de celebridades. Durante o boat show, o diretor Carlos Gayoso recepcionou pessoalmente o apresentador e empresário Carlos Massa (Ratinho), um notório entusiasta da navegação que se encantou com a estrutura do complexo e com a ampliação do evento ano a ano.

"Uma marina moderna não pode ser apenas um 'estacionamento’ de embarcações fechado. O nosso desafio foi integrar a cultura náutica ao dia a dia das pessoas. Quando trazemos a comunidade para dentro do complexo e oferecemos uma experiência completa, nós desmistificamos o setor. O resultado é que o Boat Show também acompanhou essa tendência e se tornou um hub que conecta desenvolvimento, turismo qualificado e o debate de grandes políticas públicas", analisa Gayoso.

“Hoje contamos com uma infraestrutura de padrão internacional capaz de suportar desde jets, veleiros, lanchas até megaiates — incluindo área de serviços, o único posto do Sul com Diesel Verana e equipamentos de alta tecnologia para serviços de içamento (TravelLift para até 75 toneladas). A Marina Itajaí reforça a tese de que o desenvolvimento econômico do mar depende, antes de tudo, da sua integração com a cidade”, reforça. 

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