Mercedes lança van de luxo Classe V e antecipa disputa com modelos chineses
Van tem duas versões e pode chegar a R$ 830 mil

A Mercedes-Benz amplia sua atuação no mercado brasileiro com o lançamento do Classe V, modelo de luxo desenvolvido para transportar até sete ocupantes. Com preço sugerido a partir de R$ 729.900, a novidade chega nas versões V 300 Avantgarde e V 300 Elegance e combina o espaço de uma van com o acabamento e a tecnologia encontrados nos automóveis mais sofisticados da marca.
O Classe V estreia em um segmento ainda pequeno no Brasil, mas que deve ganhar concorrentes importantes nos próximos meses. Além de disputar clientes com o Kia Carnival e com vans a diesel transformadas para o transporte executivo, o Mercedes-Benz terá pela frente uma nova geração de minivans chinesas elétricas e híbridas plug-in.
Entre elas estão a Denza D9, já apresentada pela marca em sua operação brasileira, além de modelos como o GWM Wey G9 e o Voyah Dream, cotados para integrar a expansão de suas respectivas fabricantes no país. São veículos que apostam em bancos individuais, grandes telas, sistemas eletrificados e equipamentos típicos de sedãs de alto luxo.
Nesse cenário, a Mercedes-Benz se antecipa ao oferecer um produto tradicional, com motor a gasolina, rede consolidada e forte reconhecimento entre os clientes do transporte executivo. A chegada das concorrentes chinesas, porém, deverá elevar a disputa por preço, tecnologia e sofisticação em um nicho até agora atendido principalmente por vans adaptadas.
Versões priorizam o conforto dos passageiros
O principal destaque do Classe V está na área destinada aos passageiros. Na versão Avantgarde, os bancos individuais Comfort possuem apoios de braço e podem ser instalados frente a frente. A configuração atende tanto famílias quanto executivos que desejam conversar ou trabalhar durante o deslocamento.
A versão Elegance dá ainda mais atenção aos ocupantes da parte traseira. Os bancos de luxo oferecem climatização, apoio para os pés e carregamento de celular por indução. Com isso, a Mercedes separa uma configuração mais versátil de outra claramente direcionada ao transporte executivo e aos serviços de alto padrão.
O interior tem revestimento em couro Lugano, acabamento em madeira de oliveira e iluminação ambiente com 64 opções de cores. A lista inclui ar-condicionado para a área traseira, vidros com isolamento térmico, aquecimento dos bancos dianteiros e volante aquecido.
O Classe V mede 5,37 metros de comprimento e oferece porta-malas com capacidade declarada de 1.410 litros. As dimensões reforçam sua vocação para viagens com sete ocupantes e respectivas bagagens.
Motor de 231 cv e tração traseira
As duas versões utilizam o motor M254 2.0 turbo a gasolina, com 231 cv e 37,7 kgfm de torque. O conjunto inclui câmbio automático de nove marchas e tração traseira. Segundo a Mercedes-Benz, a velocidade máxima é de 200 km/h.
Embora o desempenho seja compatível com o posicionamento do modelo, a prioridade está no conforto. O Classe V oferece central multimídia MBUX, painel widescreen, sistema de som Burmester 3D, portas laterais deslizantes com acionamento elétrico e vidro traseiro que pode ser aberto separadamente da tampa do porta-malas.
Segurança e preços
O pacote de segurança reúne frenagem automática de emergência, assistentes de permanência em faixa e de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo DISTRONIC, monitoramento de atenção do motorista e câmeras com visão de 360 graus.
A versão Avantgarde utiliza rodas de 18 polegadas, enquanto a Elegance recebe rodas de 19 polegadas e um pacote mais sofisticado para os passageiros traseiros. A garantia é de quatro anos sem limite de quilometragem.
O Classe V começa em R$ 729.900 e chega a aproximadamente R$ 834 mil na configuração mais cara.
Mais do que ampliar o portfólio da Mercedes-Benz, o lançamento marca o início de uma nova competição no mercado brasileiro de alto luxo. De um lado está a força da marca alemã, com uma van a gasolina desenvolvida sobre uma arquitetura tradicional. Do outro, começam a avançar as minivans chinesas eletrificadas, geralmente mais potentes, repletas de telas e com uma relação agressiva entre preço e equipamentos. Será uma disputa não apenas por clientes particulares, mas também por hotéis, empresas, serviços de transporte executivo e compradores que já não veem os grandes SUVs como a única opção para levar seis ou sete pessoas com conforto.


