Mesmo sendo caro e restrito, aumenta a procura por empréstimos

Pesquisa revela que 60% dos pequenos empresários tiveram o pedido negado

Por Da Redação
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Mesmo sendo caro e restrito, aumenta a procura por empréstimos

Foto: Reprodução/Internet

Uma pesquisa divulgada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) mostrou que 60% dos pequenos negócios que buscaram empréstimo desde o início da crise provocada pelo surto de coronavírus tiveram o crédito negado. O levantamento ouviu 6.080 empreendedores de todo o país, revelou que 88% das empresas tiveram queda no faturamento, com perda média de 75%, e que 55% delas afirmam que precisão pedir empréstimos para manter seu negócio em funcionamento sem gerar demissões.

As grandes empresas também reclamam de entraves no acesso ao crédito. "As empresas continuam com extrema dificuldade nesse sentido", afirmou a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em nota. "O crédito é fundamental para que as empresas sobrevivam e possam garantir os empregos durante a crise e também na volta à normalidade". Segundo levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade), as taxas de juros das operações de crédito tiveram uma ligeira alta em março.

A taxa de juros média nas linhas para pessoa física passou de 5,76% ao mês (95,82% ao ano) em fevereiro para 5,79% ao mês (96,49% ao ano) em março. A taxa de juros média nas linhas para pessoas jurídicas oscilou de 3,12% ao mês (44,58% ao ano) em fevereiro para 3,17% ao mês (45,43% ao ano) em março. Na linha emergencial para financiar salários dos trabalhadores, na qual o Tesouro Nacional arcará com 85% dos R$ 40 bilhões ofertados, os juros são de 3,75% ao ano (taxa de juros equivalente ao CDI).

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirma que tem atuado com o governo e Banco Central para garantir a oferta de empréstimos e ajudar as empresas e afirma que não há represamento de crédito por parte dos bancos. Para rebater as reclamações de dificuldade de acesso a crédito, a federação divulgou um levantamento mostrando que o volume total de concessões de crédito e refinanciamentos passou da marca de R$ 330 bilhões no período entre 16 de março e 8 de abril, esse valor maior que o da média mensal registrada no primeiro trimestre de 2019, que foi de R$ 290 bilhões.

O mesmo levantamento, porém, informou que "os principais bancos chegaram a reportar a elevação da demanda por crédito entre 5 a 10 vezes" por parte das grandes empresas. A Febraban destaca ainda que os bancos tem oferecido a prorrogação das dívidas e renovação de crédito por pelo menos 60 dias. Segundo o balanço divulgado no começo do mês, os bancos já receberam 2 milhões de pedidos e já prorrogaram R$ 130 bilhões em vencimentos.

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