Militares e fazendeiro são alvos de operação policial contra roubo de defensivos agrícolas na Bahia e no Tocantins
Investigações apontam atuação da organização criminosa entre 2025 e primeiro semestre de 2026

Foto: Divulgação/Gaeco
Dois policiais militares da Bahia e um fazendeiro do município de Barreiras, que não tiveram as identidades divulgadas, são alvos de mandados de busca e apreensão por suspeita de integrarem uma organização criminosa especializada no roubo de defensivos agrícolas, popularmente chamados de agrotóxicos.
A ação faz parte da Operação Harvest, que cumpre os mandados judiciais nas cidades baianas de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras. Além disso, também são alvos endereços situados em Brasília, no Distrito Federal, e Luziânia, em Goiás.
Segundo o Ministério Público do Tocantins (MPTO), os agentes da Polícia Militar (PM) e o fazendeiro são suspeitos de envolvimento em roubos praticados principalmente em propriedades rurais do Tocantins e da Bahia.
Conforme divulgado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Tocantins, a organização criminosa era estruturada em núcleos que atuavam na articulação, na logística e na execução dos crimes, além da segurança e da escolta do caminhão-baú utilizado nas ações.
As investigações apontam que os militares eram responsáveis pela escolta armada para evitar que os produtos roubados fossem alvos de abordagens por outras forças de segurança. Já o fazendeiro de Barreiras utilizava sua propriedade para ocultar os produtos até a revenda ilícita.
Segundo o Gaeco a atuação do grupo foi identificada em 2025 e no primeiro semestre de 2026 com subtração dos defensivos agrícolas e de outros bens de valor encontrados nas propriedades.


