Ministério da Fazenda tem quatro nomes favoritos para 2027, segundo site; veja nomes
Especulações começaram a surgir após reeleição do presidente Lula (PT)

Foto: Edu Andrade/MF
Logo após a reeleição do presidente Lula (PT), no último domingo (25), o mercado financeiro já começa a especular os possíveis novos nomes para assumir o Ministério da Fazenda em 2027.
Atualmente, o órgão tem no comando o ministro Dario Durigan. Ele ocupa o posto desde o começo do ano, quando Fernando Haddad decidiu concorrer ao governo de São Paulo.
Para o próximo mandato, está no centro da discussão um ajuste das contas públicas, que ganhou força depois do conjunto de medidas anunciadas por Lula durante a campanha eleitoral.
Diante desse cenário, o portal Metrópoles listou alguns possíveis candidatos ao cargo de ministro da Fazenda. Veja a seguir.
Rafael Fonteles
O primeiro dos cotados é o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). O piauiense conquistou protagonismo durante o segundo turno da campanha presidencial, quando esteve mais perto de Lula. Historicamente, o estado dá um número de votos expressivo ao presidente.
Além de ser um nome de confiança do presidente, Fonteles é formado em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), sendo um dos nomes mais premiados da graduação. O governador também ocupou a vaga de secretário de Fazenda e de presidente do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).
Apesar de ser um nome preparado para o cargo, que agradaria ao governo e ao mercado, Fonteles tem afirmado em entrevistas que não discutiu o assunto com o presidente. Pesa contra ele o voto de milhares de piauienses para governador — reeleito em 1º turno com 70,90% dos votos, o maior percentual de um governador brasileiro.
Dario Durigan
Outro nome estudado pelo governo é o do atual ministro. Durigan é visto como figura leal ao presidente, que tem boa interlocução com o mercado financeiro e que já comandou temas importantes como líder da equipe econômica.
O ministro já destacou, no entanto, que Fonteles seria um “excelente nome” para o cargo. Ele também afirmou que ainda não conversou com Lula sobre o futuro da Fazenda.
Durigan já trabalhou na Advocacia-Geral da União (AGU) e ocupou diversos cargos na administração pública. No setor privado, foi diretor de políticas públicas do WhatsApp. Durante a maior parte do governo Lula 3, foi secretário-executivo da Fazenda, sendo o número 2 de Haddad.
Foi durante a gestão Durigan, por exemplo, que o governo editou a Medida Provisória (MP) que proíbe a atuação das casas de apostas online, as chamadas bets, no Brasil. Ele também participou de anúncios importantes, como o Desenrola e Desenrola Mei.
Bruno Moretti
Outro nome cotado para o cargo é o de Bruno Moretti, atual ministro do Planejamento e Orçamento (MPO), e que antes atuou na Casa Civil e no conselho da Petrobras.
Ele é economista formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Além disso, é servidor da carreira do MPO, desde 2004. Moretti tem bom trânsito no Congresso Nacional e no mercado financeiro, sendo reconhecido por ter um perfil mais técnico.
O ministro foi responsável por articular diversas pautas relevantes com o Congresso, como a retirada do mínimo de saúde e educação do cálculo das receitas, o que pode reduzir as despesas do governo na ordem de aproximadamente R$ 10 bilhões.
Com a medida, o governo não terá que aumentar o valor destinado aos pisos mínimos de saúde e educação em decorrência da alta da arrecadação com petróleo, devido a guerra no Oriente Médio.
Geraldo Alckmin
O vice-presidente Geraldo Alckmin também tem sido cotado para assumir a vaga. Durante grande parte do governo Lula 3, Alckmin foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
O nome agrada os mercados, por entender que Alckmin tem um perfil mais técnico e focado na organização das contas públicas.
Pesa contra ele, no entanto, a disponibilidade que o cargo necessita. Como Alckmin foi reeleito na chapa de Lula, deve se dedicar as demandas de que o cargo exige, portanto, não ficaria tão disponível para conversas com o mercado financeiro e Congresso Nacional.
Apesar disso, a condução do vice-presidente nas negociações das tarifas com os Estados Unidos fez com que o nome ganhasse ainda mais destaque para assumir o cargo.


