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Ministério das Comunicações vai analisar pedido de Erika Hilton sobre suspensão do "Programa do Ratinho"

Pedido da deputada federal ocorre após falas transfóbicas do apresentador, na quarta-feira (11)

Por Da Redação
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Ministério das Comunicações vai analisar pedido de Erika Hilton sobre suspensão do "Programa do Ratinho"

Foto: Reprodução/SBT | Instagram

O Ministério das Comunicações informou que vai analisar a solicitação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) sobre a suspensão, por um período de 30 dias, do "Programa do Ratinho", do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). As informações são de coluna da jornalista Anna Luiza Santiago, do jornal "O Globo".

O pedido da deputada federal ocorre após declarações feitas por Carlos Roberto Massa, nome de batismo de Ratinho, sobre ela na edição de quarta-feira (11), do programa apresentado por ele. Na ocasião, ele comentou sobre a eleição de Erika para presidir a Comissão da Mulher na Câmara.

"Ela é trans. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher", disparou o apresentador.

Por meio de nota, O Ministério de Comunicações comunicou que recebeu a representação administrativa encaminhada por Erika Hilton, e que a equipe técnica da Secretaria de Radiodifusão (Serad), deve analisar e fazer avaliação dos pontos apresentados, seguindo os trâmites administrativos e legais cabíveis.

O SBT, por sua vez, emitiu um comunicado oficial na quinta-feira (12) sobre os comentários feitos pelo apresentador contra a deputada. Por meio de nota oficial, a emissora disse repudiar qualquer tipo de preconceito e afirmou que os comentários de Ratinho são o contrário dos valores que a empresa possui. A SBT ainda declarou que o apresentador falou por si próprio e não representando a empresa.

A presidente do SBT, Daniela Abravanel Beyruti, telefonou para a deputada federal para pedir desculpas pelos comentários considerados transfóbicos do apresentador Ratinho ao vivo na noite de quarta-feira (11). Segundo Hilton, a conversa durou cerca de dez minutos. "Ela me ligou, fizemos uma conversa por telefone de quase dez minutos. Foi muito gentil, muito educada", disse.

Erika Hilton entrou com um processo contra Ratinho no Ministério Público de São Paulo (MP-SP), na quinta-feira (12). No documento, a parlamentar solicita a abertura de um inquérito policial e a prisão de Ratinho. Caso seja condenado, o apresentador pode pegar até seis anos de prisão.

Nas redes sociais, a deputada federal escreveu: "Sim, estou processando o apresentador Ratinho. Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência.

Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim. Ratinho interrompeu seu programa para dizer que mulheres trans não são mulheres, que mulheres que não menstruam não são mulheres, que mulheres que não têm útero não são mulheres e que mulheres que não têm filhos não são mulheres. Este ataque de Ratinho foi contra todas as mulheres trans e contra todas as mulheres cis que não menstruam mais ou nunca menstruaram. Foi contra todas as mulheres cis que nunca tiveram útero ou, por condições de saúde, como o câncer, precisaram removê-lo. Foi contra todas as mulheres que não podem ou não querem ter filhos. Foi contra as mulheres que perderam seus filhos ainda na gestação (…) Ele e o SBT pagarão pelos seus atos, na esfera cível e criminal. E eles não pagarão a mim, mas a todas as mulheres vítimas de violência, trans e cis".


O que diz Ratinho?

Em entrevista cedida ao portal Metrópoles, Ratinho negou ter ofendido a deputada Erika Hilton. "Eu não a ofendi. Peço desculpas se ela considera isso, mas repito: não ofendi", afirmou. Segundo o portal, o apresentador prometeu processar quem o chamar de transfóbico nas redes sociais.

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