Moraes manda defesa de Bolsonaro explicar declaração de Eduardo nos EUA sobre suposto acesso do ex-presidente a vídeo
Bolsonaro retornou para a prisão domiciliar na última sexta-feira (27), após passar duas semanas internado

Foto: Reprodução/Redes sociais
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique, em até 24 horas, uma postagem em que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) afirma estar gravando um vídeo e mostrando ao pai, preso em regime domiciliar.
Bolsonaro retornou para a prisão domiciliar na última sexta-feira (27), após passar duas semanas internado no Star DF, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia.
Ao converter a prisão em regime domiciliar, Moraes determinou algumas medidas cautelares e, entre elas, está a de usar tornozeleira eletrônica e está proibido de usar celular e redes sociais.
"Vocês sabem por que eu estou gravando este vídeo? Porque eu estou mostrando ele ao meu pai. E vou provar a todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento prendendo de forma injusta o líder desse movimento", diz o ex-parlamentar durante um evento conservador realizado no Texas, nos Estados Unidos, no último fim de semana.
A declaração de Eduardo gerou repercussão nas redes sociais e o ex-parlamentar rebateu as críticas em publicação, e ironizou ao afirmar que o "crime" seria ter dito que o pais veria as imagens.
"Gravei minha entrada no CPAC e disse que meu pai veria as imagens. Eis o 'crime', pois argumentam que meu pai não pode ter acesso a redes sociais - e olha que nem disse quando ele as veria. Não se surpreenda", escreveu.
Na decisão de Moraes, ele destaca que a prisão domiciliar de Bolsonaro foi concedido mediante as seguintes regras: proibição de uso de celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, diretamente ou por intermédio de terceiros; proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros; e proibição de gravação de vídeos ou áudios, diretamente ou por intermédio de terceiros.
"Determinei, ainda, que o descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e ao retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário", diz o ministro, no documento.


